Zé Amaro antes de actuar na Super Bock Arena: “Sinto que vim acrescentar algo que faltava no panorama da música em Portugal”


Zé Amaro sobe ao palco da Super Bock Arena- Pavilhão Rosa Mota no próximo dia 29 de Fevereiro.


Em entrevista ao Infocul.pt desvendou que terá convidados nesse espectáculo e aproveitou para fazer um balanço do seu percurso, que teve o primeiro disco editado em 2007.
Até ao momento conta com 14 discos editados, mais de 130 mil seguidores no Facebook, concertos em países como Portugal, EUA, Austrália, Venezuela, Caraíbas, Brasil, entre outros, e ainda uma grande ligação a quem o segue.
No ano passado, um grave problema de saúde obrigou-o a parar. Contudo, revela-nos que já está recuperado e pronto para dar um grande espectáculo, na cidade do Porto.

Dia 29 de Fevereiro sobe ao palco da Super Bock Arena- Pavilhão Rosa Mota. O que está a ser preparado em termos cénicos, sendo esta uma das vertentes que marca o seu espectáculo?
Estamos a preparar um grande espetáculo que para além de marcar o nosso regresso, vamos apresentar novos cenários e novas canções.

Desde 2007 até agora, gravou 14 discos. Qual o mais importante em todo este percurso e porquê?
Os discos são todos importantes, até porque se completam, mas eu diria que o décimo quarto derivado a ser concluído numa fase menos boa de saúde é um dos discos de maior importância na minha carreira.

Alguma vez sofreu o estigma da música dita ‘pimba’?
Não, nunca sofri esse estigma e também não lhe sei explicar o que é a dita “música pimba”, pois para mim só existe música boa ou má e a música que nós fazemos, achamos verdadeiramente que é boa.

Tem mais de 130 mil seguidores no Facebook. Como tem sido este crescimento em termos de público e de seguidores?
Sim, tenho mais de 130 mil seguidores e é um número que, felizmente, cresce diáriamente, o que é sinal de que as pessoas gostam do meu trabalho.

Como é que habitualmente prepara os conceitos, e posteriores concepções, dos seus espectáculos? É o Zé que decide tudo ou conta com uma equipa à sua volta?
Habitualmente os concertos são preparados, por mim em conjunto com excelentes profissionais, durante o inverno, pois é o período de tempo em que nos encontramos mais disponíveis para toda essa planificação do projeto.

Já actuou em Portugal, EUA, Austrália, Venezuela, Caraíbas, Brasil, entre outros. Qual o concerto mais peculiar que já fez e porquê?
Sim, já atuei em variadissimos países e todos foram especiais de alguma forma. O concerto mais peculiar que fiz foi na Austrália, depois de fazer em cidades grandes como Sydney e Melbourne, fiz um espetáculo em Adelaide numa sala pequena e absolutamente lotada, no qual cantei bastante mais de duas horas seguidas porque o público estava bastante entusiasmado e não me deixava parar.


Na Super Bock Arena, terá convidados?
Sim, terei convidados mas na verdade o que realmente quero salientar é o meu regresso aos palcos e o reencontro com os meus fãs.

Em palco, quais os músicos que o acompanharão?
Em palco sou acompanhado por imensos músicos, na bateria Jose Alberto, no baixo Bruno Gonçalves, no piano, o maestro, Adriano Leite, no acordeão, Cristiano Martins, no violino Leandro Salazar, na pedal steel, banjo e cavaquinho Duarte Antunes, na guitarra solo Filipe Fernandes e na guitarra acústica José Ricardo.

Quais os maiores desafios durante todo o percurso?
Os maiores desafios foram as portas fechadas que encontrei ao longo do meu percurso.

No ano passado, teve de parar devido a doença. O que aconteceu e qual o seu actual estado de saúde?
Sim, infelizmente tive de forçar a minha paragem, devido a uma má administração de uma medicação que resultou num problema hepático, a paragem foi precisamente para mim tratar e atualmente o meu estado de saúde é muito favorável.

Como se define enquanto cantor?
Para além de saber que faço aquilo que amo, considero-me um cantor diferente, com um estilo peculiar e sinto que vim acrescentar algo que faltava no panorama da música em Portugal.

Como é o seu processo criativo nas canções?
Naturalmente, sou uma pessoa muito atenta e no meu dia-a-dia surgem-me melodias e frases que vou guardando nas minhas anotações.No final da tour entramos em estúdio e aí, junto com o meu produtor as músicas concretizam-se.

Qual a mensagem que deixa aos nossos leitores?
A mensagem que gostaria de deixar é que apoiem a música portuguesa, pois existe, realmente um grande leque de artistas com um potencial enorme que muitas das vezes não é valorizado.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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