Para iniciar esta crónica mensal decidi escrever sobre o conceito de Música. – O que é música?

Como base, a música é a junção de sons e ritmos (minimamente audíveis, quanto a mim).

Estes dois desdobram-se em dinâmicas, estruturas, géneros e sonoridades de vários tipos de instrumentos.

Toda esta junção teve uma evolução ao longo de séculos e, hoje em dia, música é tudo o que faz e produz som e ritmo com as várias nuances adjacentes.

Importante dizer que o primeiro “som” da música é o silêncio…

Sobre este se forma e se escreve a música.

Tudo isto, porém, é subjectivo pois há várias formas de escrever, entender, sentir a música…

A música é também (e para mim uma vertente muito forte) uma manifestação artística com o poder de transmitir mensagens de variadíssimos caracteres.

Do meu ponto de vista:

A música transmite variadíssimos tipos de sentimentos.

Juntamente com ela há uma série de componentes que a enriquece bastante, ajudando-a na transmissão dos mesmos:

– A escrita, o texto que se “cola” a ela.

– A voz do/a cantor/ e a sua expressividade, sentimento.

– A orquestração, arranjo musical da mesma ou simplesmente uma melodia que entra em nós de tal modo que basta para considerar a música perfeita.

Por vezes a falar com colegas, questionamos-nos sobre o que será que toca primeiramente as pessoas quando ouvem uma música pela primeira vez. Será a musicalidade em si? Será a letra? Ou serão ambos?

Chegamos à conclusão que há de tudo um pouco, graças a Deus, pois cada um de nós é diferente nas suas emoções, no sentir e apreciar música.

Nesta minha primeira crónica, apenas quero abordar esta questão de um modo geral para depois poder partir para os vários mundos musicais que a música nos transporta.

Nos tempos de hoje a música é muito mais facilitada para toda a gente. Seja para quem faz ou para quem a ouve.

No meu entender é importante haver uma educação musical/cultural, pois caso contrário, e com as novas tecnologias toda a gente pode fazer música (e ainda bem!), mas que a faça com o mínimo de conhecimento de composição ou de formação musical e de um instrumento físico e não virtual. Um mínimo. Não peço muito e faz de facto a diferença.

Mal comparado é como jogar um jogo de vídeo de carros de corrida topo de gama e experimentar conduzir um na realidade.

Assim, gostaria de deixar um desafio aos leitores do jornal “Infocul” e pedia que deixassem o vosso comentário sobre a vossa definição de música. Sobre o sentimento que vos provoca, o que sentem mais ao ouvir música. Será a melodia? A interpretação? O texto? A voz que canta?

Enfim, o que vos transmite a música.

Para terminar deixo uma frase que em tempos lí, algures e não mais me esqueci pois é assim que a sinto.

– “Só consigo entender a música como sendo amor de Deus

Note-se que Deus tem uma conotação de algo que é espiritual, amor, harmonia e que o mesmo se pode sentir através de uma outra qualquer religião ou prática espiritual que cada um sinta.

Caros amigos, aguardo um vosso comentário/crítica (construtiva) em breve.

Até ao próximo “A propósito de música”

Saudações musicais!

Ana Cristina Esteves

Professora de Música

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