A tauromaquia continua a golear os animalistas: Na Assembleia, no Campo, na Economia, na Solidariedade e nos Factos!

 

 

 

 

O desespero por uma causa não deve nunca turvar a memória, o raciocínio, a coerência e, acima de tudo, o respeito pela liberdade de escolha de cada um. Isto a propósito da liberdade tauromáquica. Talvez devido à escassez de verão e vontade de ir à praia, os anti taurinos, em Julho, ficaram entretidos a danificar paredes de praças de touros, cartazes, e mais um sem número de acções que contrasta com o elevado nível educacional que dizem possuir.

 

 

Os aficionados são constantemente acusados de ser arcaicos, desrespeitosos, mal educados e um sem número de adjectivos não reproduzíveis, contudo não vandalizam qualquer elemento associado às causas dos anti taurinos, simplesmente, e bem, ignoram.

 

 

Depois de a tauromaquia ter sido discutida na Assembleia da República, e de mais uma vez ter ganho, depois de praças como Campo Pequeno, Vila Franca de Xira, Coruche, Moura, e tantas outras, terem lotações esgotadas, ou muito perto disso, dizer ou insistir na ideia que a maioria dos portugueses não apoia a tauromaquia é claramente uma mentira. E uma mentira dita várias vezes não torna-se por si só como uma verdade.

 

 

Os dados que constantemente divulgam, os defensores da causa animal, são apenas dados sem base cientifica ou que possam, indubitavelmente, ser comprovados. A escassez argumentativa deita por terra a defesa de uma ideologia pouco democrática.

 

 

Porque o público não tem obrigação de saber tudo, o Infocul solicitou à Prótoiro os dados referentes à tauromaquia e tudo o que a envolve, sobre a importância desta actividade, que é também tradição (por muito que uns digam que não, que é apenas uma actividade bárbara), na economia nacional.

 

 

Comecemos então por dar a conhecer alguns dados que os defensores animais ignoram, fingem não existir ou, o método mais fácil, distorcem.

 

Segundo dados apresentados pela Prótoiro numa recente conferência promovida pelo TEM/CDS, “em Portugal existem mais de 70 Praças de Touros fixas, a grande maioria delas pertencem às Santas Casas da Misericórdia, a principal instituição de solidariedade social em Portugal, ou outras IPSS (Instituições Públicas de Solidariedade Social), destinando-se a maior parte das rendas dessas praças a financiar a actividade dessas instituições”, acrescentando-se ainda que “em Portugal existem cerca de 70.000 hectares de montado e lezíria afectos à criação do Toiro de Lide, áreas de elevado interesse ambiental e ecológico”, até porque “a criação do touro bravo constitui uma das últimas formas de criação animal extensiva, onde os animais são criados em liberdade e em grandes extensões de terreno. Em Portugal, cada toiro tem em média 30.000m2 (três campos de futebol) de espaço para viver. Por exemplo, a União Europeia define como critério de bem- estar animal, para a criação de bovinos, a existência de 9m2 de espaço por animal”. Não podemos, nem devemos, ignorar ainda a responsabilidade social da tauromaquia, exemplo disso são os “25 a 30 eventos taurinos com fins de beneficência para diversas causas, como o apoio a corporações de bombeiros, crianças e idosos carenciados, entre muitos outros. Globalmente a tauromaquia contribui com mais de 1 milhão de euros anuais para fins solidários”.

 

Qual a contribuição anual dos anti taurinos para causas solidárias?

 

 

Passemos então à questão mais polémica, quem apoia, quem não apoia e quem quer abolir a tauromaquia. Segundo dados da Eurosondagem “32,7% declararam-se aficionados; 20,6% são indiferentes às touradas; 32,8% não é aficionado mas não aceita que se retire a liberdade de escolha; 11% são contra as touradas, defendendo a sua proibição;86,1% dos portugueses não defende qualquer proibição das Corridas de Toiros. Mais de 50% dos Portugueses já assistiu ao vivo a uma Corrida de Toiros; 66% da população costuma assistir a espectáculos tauromáquicos pela televisão; 59,3% dos portugueses acham que as touradas contribuem para uma boa imagem do país no estrangeiro; 75% dos portugueses acham que as touradas têm importância ou alguma importância para a economia e turismo; 65,3% acha que seria muito grave o desaparecimento da tradição taurina para a identidade nacional”. Esclarecidos?

 

 

O número de espectadores também deita por terra todas as narrativas animalistas. Em 2017,o “número de espectadores nas praças de toiros nacionais foi de 435.660, o que representa um crescimento de 1,8% do número de espectadores em relação ao ano de 2016 (430.150)”, segundo a Prótoiro, que acrescenta que “o número médio de espectadores por espectáculo nas corridas de touros continua a crescer desde 2013. Em 2017 este indicador subiu para os 2591 espectadores por corrida em relação aos 2375 em 2016, um aumento de 9,1%”. “Em Portugal continental e ilhas realizaram-se 205 espectáculos, menos 13 do que em 2016. Para esta ligeira redução contribuiu o facto de duas praças de primeira categoria estarem encerradas para obras de remodelação (Almeirim e Setúbal), Além disso nos últimos anos tem havido um esforço de ajustamento do número de espectáculos por parte dos empresários, apostando na qualidade em detrimento da quantidade, e que vem agora revelar resultados positivos. Destes, e analisando por tipologia de espectáculo, destacam-se as Corridas de Touros, com 69% do total dos espectáculos realizados, mais 1% do que em 2016”, acrescenta a mesma entidade. Ainda na análise ao número de espectadores, a Prótoiro apresenta uma interessante perspectiva, “comparando o número médio de espectadores por espectáculo noutro sectores culturais, como o teatro, cinema ou ópera, comprova-se que estes ficam a uma grande distância dos números das corridas de toiros, com uma média de 2591 espectadores por corrida. O teatro tem um número médio de 195 espectadores por sessão (dados Pordata 2016), enquanto o cinema tem um número médio de 23 espectadores por sessão (dados Pordata 2016) e a Ópera tem um número médio de 460 espectadores por sessão (dados Pordata 2016)”.

 

 

Em termos televisivos, destacar que “em 2017 foram transmitidas 4 corridas de toiros. Três pela RTP1 e uma pela TVI que regressou às transmissões de corridas. A aposta foi muito bem sucedida tendo a corrida liderado audiências e alcançado 2 milhões de telespectadores. As quatro transmissões registaram um acumulado médio de cerca de 2 milhões de telespectadores (1.8 milhões), mostrando uma vez mais a grande adesão dos portugueses à cultura taurina. Estas transmissões de serviço público levam a cultura portuguesa à casa de todos os portugueses e lideraram audiências em vários segmentos horários, numa aposta ganha. A corrida transmitida pela TVI obteve uma média 700 mil telespectadores e pico acima de 1 milhão, foi 6o programa mais visto do dia, acima de toda a programação da RTP, por exemplo. Liderou as audiências nacionais em praticamente todo o tempo de emissão”, acrescenta a Prótoiro.

 

 

Apenas três distritos não acolhem espectáculos taurinos: Braga, Aveiro e Vila Real, sendo que nos restante território continental e ilhas, realizam-se centenas de espectáculos taurinos. A Prótoiro refere que “o distrito com mais espectáculos em 2017 foi o de Lisboa com 37 espectáculos, crescendo 8,3% em relação a 2016. Realizam-se corridas em quase 100 municípios em 2017 e não 44 como afirma o BE e PAN. 44 é o numero de municípios que fazem parte da Secção de Municípios com Actividade Tauromáquica (SMAT) da Associação Nacional de Municípios. A cidade com mais espectáculos realizados em 2017 foi Albufeira, com 27 espectáculos, representando uma subida de 22,7% em relação aos 22 de 2016. Segue-se Lisboa com 14 espectáculos e Vila Franca com 11, uma subida de 57% em relação aos 7 espectáculos de 2016”.

 

 

Os anti taurinos alegam muitas vezes que as praças de touros têm cada vez menos espectadores. Segundo dados da Prótoiro, isso não é verdade, pois “em relação à percentagem média de ocupação das praças em Corridas de Toiros por região, o ano de 2017 ficou marcado por um crescimento exponencial. O Alentejo lidera com 74% de ocupação (crescimento de 8,8%), seguido do Algarve com 73% (crescimento de 40.4%) e da região Norte 72% (crescimento de 1,4%), Centro-Norte 71% (crescimento de 1,4%), Açores 71% (aumento de 12,7%), com a região de Lisboa a registar a única descida para 58%. Por distrito, Viana do Castelo e Viseu lideraram com uma taxa de 100% de ocupação em corridas de toiros. Estes resultados regionais e distritais comprovam a enorme adesão à tauromaquia nestas regiões”.

 

 

Remato este editorial, no qual deixo clara a intenção de a tauromaquia continuar a integrar a linha editorial deste projecto pese os ataques de que fomos alvo quer via email quer nas redes sociais e de imediato solucionados, com a importância da tauromaquia para a economia nacional. “A tauromaquia contribui de forma muito positiva para o saldo da balança comercial (exportações – importações), representando a venda e exportação de toiros um volume de negócios em redor dos 5 milhões de euros. Infelizmente não existem dados sobre o impacto económico de toda a actividade tauromaquia em Portugal”, acrescenta a Prótoiro.

 

 

Não se conseguirá, nunca, a igualdade quando promovemos a diferença. Quando não respeitamos a liberdade dos outros, não podemos exigir respeito pela nossa. Na tauromaquia e na vida. Boas Férias!

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