Portugal 4.0 por Rogério Charraz: “Para mim, mais que gravar discos, passar na rádio ou aparecer na TV, ser músico é andar na estrada.”

 

 

A gente vai na digressão

para tocar em qualquer lado,

recinto aberto ou fechado,

no Salão dos Voluntários,

Ano Novo ou São João

A gente vai na Digressão

Foi este verso escrito pelo Carlos Tê e cantado pelo Rui Veloso que povoou a minha imaginação na adolescência.

Para mim, mais que gravar discos, passar na rádio ou aparecer na TV, ser músico é andar na estrada. Fazer quilómetros de Norte a Sul, do Litoral ao interior, em salas e ao ar livre, às vezes para meia dúzia de pessoas, outras para multidões. O importante é, como diz uma outra canção da dupla Tê/Veloso: “ser um dos que sobe ao palco e encanta as raparigas“.

Mas ao contrário do que diz a canção, não temos tocado “em qualquer lado“. Dia 12 de Abril pisámos o palco do ACERT, em Tondela, e no dia seguinte estivemos no Teatro-Cine de Gouveia.

Por estes dois palcos têm passado os maiores nomes da musica portuguesa e também dois conceituados festivais internacionais de música: o Tom de Festa e o Gouveia Art Rock.

Salas com uma programação criteriosa e diversificada que muito prestigiam esta digressão “Km 4.0”.

E a satisfação de fazer dois dias seguidos com duas formações diferentes (trio e quinteto), e sentir que em ambos os casos o público vibrou com o concerto. Só possível com músicos que são Irrevogáveis na entrega, no profissionalismo, no compromisso e no talento: Jaume Pradas (bateria), Paulo Loureiro (piano e clarinete), Luis Pinto (baixo) e Carlos Lopes (acordeão), sem esquecer os técnicos Vasco Teodoro (som) e Vitor Cravo (luz).

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