Um país de parolos!

portugal

 

 

Este mês completo seis anos na área do Jornalismo. Cometi muitos erros, alguns ridículos, mas acertei muito mais vezes. Fui por várias vezes politicamente incorrecto e disse, escrevi, o que muitos pensavam mas por motivos vários preferiam o silêncio.

 

 

 

Nada mudou. Continuo exactamente com a mesma postura. Mas o mundo mudou. A mentalidade mudou. Os valores mudaram. Os preços deixaram de existir.

 

 

 

Não sou o dono de verdades absolutas mas garanto-vos que há duas máximas que sigo: a consciência e a razão. Tudo isso enquadrado no código deontológico do jornalismo. Mas o mundo mudou. Hoje tudo é descartável e volátil. As mentalidades são na sua maioria fúteis e com pouco conteúdo. As pessoas estão numa quebra abrupta de valores e já quase ninguém tem preço. E os que têm são…baratos e quase oferecidos.

 

 

 

A vida deu-me oportunidade de assistir a espectáculos dos maiores nomes nacionais e alguns internacionais. Foram centenas, já perdi a conta. Uns gostei e outros não. Nuns a crítica foi positiva e noutros foi negativa. Em todos os textos por mim assinados garanto-vos que houve algo que nunca faltou: honestidade! Mas fiz muito mais coisas do que concertos e eventoss ligados à cultura. O meu Fado foi, e continua a ser, muito mais abrangente.

 

 

 

Pode parecer pouco. Mas não é! Actualmente somos um país de parolos com ‘taras e manias’ como cantaria alguém bem conhecido. Somos um povo com gente de fibra mas que se comporta como carneiros. Falta-nos personalidade. Exigimos a verdade mas na verdade não a suportamos. Preferimos as meias verdades e as omissões. Bem, na verdade, preferimos mesmo a mentira. Porque ‘chico-esperto’ é um dos adjectivos que não abdicamos em termos comportamentais.

 

 

 

Continuamos em seca severa. Há falta de água. Quantas vezes pensa nisso? Quantas vezes pensa nos agricultores que passam dificuldades extremas? Quantas vezes desperdiça água por dia apenas por desleixo?

 

 

Um exemplo, mais poderia dar. Quando reclamamos do país que temos, apenas estamos a constatar o que na verdade merecemos. Porque quando tivermos personalidade e aplicarmos valores ao invés de preços…as coisas mudam.

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Notícia publicada a 28/02/2018


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