Quinta-feira, Outubro 21, 2021

Elvas: Moura Jr. e Bastinhas em ombros, numa noite de apoteose global

Elvas: Moura Jr. e Bastinhas em ombros, numa noite de apoteose global

Elvas: Moura Jr. e Bastinhas em ombros, numa noite de apoteose global, para todos os intervenientes do espectáculo: cavaleiros, forcados, bandarilheiros e ganadeiros.

Texto: Rui Lavrador
Fotografia: D
.N.

O Coliseu Rondão de Almeida recebeu, este sábado, um mano-a-mano entre os cavaleiros João Moura Jr. e  Marcos Bastinhas, frente a touros das ganadarias Veiga Teixeira, Murteira Grave e Romão Tenório. Pegaram os Forcados Amadores de Évora e Académicos de Elvas.

Lotação esgotada, dentro dos limites impostos pelas autoridades de saúde, fantástico ambiente dentro e fora da praça e dois cavaleiros em busca do triunfo, fazendo-o com classe, em pleno respeito mútuo e boas lides, na histórica cidade de Elvas.

João Moura Jr. enfrentou um primeiro touro colaborante, permitindo ao ginete executar o seu toureio templado, de brega ladeada e com sortes desenhadas de frente e rematadas com vistosidade. Boa actuação a abrir uma noite de touros, com excelente moldura humana e ambiente quente.

Os Forcados Amadores de Évora concretizaram a pega ao primeiro intento, sem aparente dificuldade e com bastante eficácia.

O segundo touro da corrida, da ganadaria de Murteira Grave, saiu com uma investida alegre e a arrancar de todo o lado, bem ao jeito do toureio de Marcos Bastinhas e a fase inicial foi de bom nível. Os primeiros 3 curtos de boa nota, o quarto nem tanto, corrigindo logo depois com um palmito de bom nível, citando em redondo e rematando com levadas. Outra boa actuação.

Os Académicos de Elvas concretizaram com eficácia a pega ao primeiro intento. Destacar que o touro teve direito a volta à arena, autorizada pelo director de corrida.

Moura Jr. começou por receber o terceiro touro da corrida com uma sorte gaiola, bem conseguida, mas foi na cravagem dos ferros curtos que elevou o nível da sua actuação. Primeiro montando o Juventus, com 3 curtos de boa nota, depois indo buscar o Hostil para terminar em grande com uma cravagem em sorte Mourina, culminando uma brega ladeada de muitos quilates.

Os Amadores de Évora concretizaram a pega ao segundo intento, perante um touro que ensarilhou na investida, complicando a vida ao forcado da cara.

O ganadeiro Joaquim Murteira Grave foi chamado à arena para volta ao lado do cavaleiro e forcado.

Marcos Bastinhas desenhou uma lide em crescendo, corrigindo na série de curtos o que de menos bem ocorreu na série de compridos. Cites em levada, arrancando depois para o touro, abrindo quarteio e deixando a cravagem da ordem. A cada ferro foi subindo a qualidade da sua actuação, terminando a lide no momento certo.

Os Académicos de Elvas concretizaram a pega ao segundo intento. Na primeira tentativa, um dos Forcados saiu lesionado, desconhecendo-se a gravidade da lesão.

Mais uma vez, touro com direito a volta à arena. Volta autorizado para cavaleiro, forcado e ganadeiro, sendo que o forcado recusou dar.

João Moura Jr. dedicou a sua última lide a Marcos Bastinhas e a Joaquim Bastinhas (neste caso erguendo o tricórnio ao céu). O cavaleiro voltou a estar a muito bom nível. Nos curtos e ao som do pasodoble ‘Forcados do Sul’ lidou a gosto, com classe, de forma muito templada e entendendo bem as características do touro. O terceiro ferro curto foi brindado ao cavaleiro Rui Fernandes, que se encontrava na bancada. Culminou com um palmito de boa nota, citando de forma cadenciada e rematando bem, aguentando a investida do oponente.

Os Amadores de Évora concretizaram ao primeiro intento. Volta para cavaleiro, forcado e ganadeiro.

Marcos Bastinhas fechou as actuações equestres, brindando a João Moura e João Moura Jr., tendo para o efeito, apeado-se do cavalo. Uma actuação de muito boa nota, com destaque para um curto reunindo em terrenos apertados e para o par de bandarilhas, cravado pelo corredor, com que terminou a actuação, saindo apeado da arena, sob fortes aplausos do público.

Os Académicos de Elvas concretizaram ao primeiro intento.

A corrida terminou com cavaleiros, bandarilheiros, forcados e ganadeiros no centro da arena. Os cavaleiros saíram em ombros da arena.

Os touros foram de nota muito positiva, permitindo aos ginetes desenharem lides triunfais, numa noite muito positiva para os ganadeiros.

Uma noite de touros que ficará na memória de todos quantos assistiram, pela classe, pelo ambiente e pela qualidade de todos os intervenientes. A tauromaquia será sempre uma escola de bons valores, assim os seus intervenientes o desejem.

Destacar ainda o empresário Luís Pires dos Santos, pela coragem, arrojo e ousadia na montagem destes dois cartéis, que reúne competição, classe e critério na escolha dos intervenientes.

A corrida foi dirigida pelo delegado técnico Agostinho Borges, com bastante afición e em benefício do espectáculo, assessorado pelo médico veterinário, José Miguel Guerra. Nuno Massano foi o cornetim de serviço. 

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