Elvas: Rouxinol, Bastinhas e Palha abriram com êxito a Feira Taurina de São Mateus

Elvas: Rouxinol, Bastinhas e Palha abriram com êxito a Feira Taurina de São Mateus, este sábado.

Elvas: Rouxinol, Bastinhas e Palha abriram com êxito a Feira Taurina de São Mateus
Fotografia: Roberto Pingas Rodrigues

O Coliseu Comendador Rondão de Almeida, em Elvas, recebeu, este sábado – 17 de Setembro, a primeira corrida da feira taurina de São Mateus.

Frente a touros de Murteira Grave, actuaram os cavaleiros Luís Rouxinol, Marcos Bastinhas e Francisco Palha, bem como os Forcados amadores de Montemor e Académicos de Elvas.

O coliseu registou 3/4 fortes da sua lotação preenchida, num dia em que ocorreram quatro corridas de touros em Portugal Continental, sendo 3 delas no Alentejo. Uma corrida bem rematada, aliás como a Feira Taurina no seu todo, pelo empresário Luís Pires dos Santos.

Noite quente, dentro e fora da praça, com naturais expectativas e com os toureiros a entregarem-se por completo à sua arte e ao público. A assistência soube ser calorosa com os artistas. Em resumo, foi uma noite muito agradável.

Luís Rouxinol teve por diante um touro de Murteira Grave que lhe exigiu muito labor. O cavaleiro de Pegões demonstrou astúcia e conhecimento para cumprir a sua função e ainda conquistar o público elvense. Lide de muita entrega, com uma brega assinalável do cavaleiro e com os remates das sortes a resultarem emocionantes, devido à investida do touro. O momento das reuniões nem sempre resultou a perfeito, mas o primeiro ferro curto foi de grande qualidade. Uma lide brindada a Marcos Bastinhas.

Vasco Ponce, pelos Amadores de Montemor, concretizou a pega ao primeiro intento, com o touro a conseguir fugir ao grupo, mas com os homens de Montemor a mostrarem raça e a ter êxito.

Volta para cavaleiro e forcado.

Marcos Bastinhas teve por diante um touro com investida alegre e que lhe permitiu empregar emoção na lide. Os dois ferros compridos são de elevadíssima qualidade, a aguentar a investida do touro. Na ferragem curta, uma passagem em falso não mancha uma actuação de muito valor do cavaleiro elvense, que ainda levou um toque na montada, após a cravagem do terceiro curto. Antes, já tinha deixado um primeiro curto de incrível execução. Terminou com um palmito e um par de bandarilhas. Lide brindada ao público.

Gonçalo Machado, pelos Académicos de Elvas, concretizou a pega ao primeiro intento, numa excelente execução, mandando em toda a pega e com o grupo a ser muito eficiente.

Volta para cavaleiro e forcado.

Francisco Palha começou por brindar a lide, no centro da arena, a Marcos Bastinhas e à memória de Joaquim Bastinhas. Recebeu o touro com uma sorte gaiola, prosseguindo depois para um outro bom ferro curto. Bem também nos curtos, destacando-se ainda na brega. Actuação positiva.

Francisco Borges, pelos Amadores de Montemor, concretizou a pega ao quarto intento.

Volta autorizada apenas para cavaleiro. Posteriormente foi também autorizada ao forcado. Não se entendeu o critério do director de corrida… Muito digna a postura de Francisco Borges, que apenas agradeceu no centro da arena e não deu volta ao lado do cavaleiro. Francisco Palha, no final da volta de agradecimento, entregou as flores recebidas ao forcado. Gesto bonito.

Realizou-se um intervalo para alisamento da arena.

Luís Rouxinol desenhou uma actuação de cátedra ao segundo touro do seu lote. Um touro que Rouxinol entendeu muito rapidamente e foi tapando alguns defeitos da rés. Uma actuação que só a experiência e a sabedoria de 35 anos de alternativa permitem. Tudo feito com objectivo, a preparar bem as sortes e a desenhá-las de acordo com a investida do touro. Actuação de muito mérito de Rouxinol em Elvas.

João Bandeira, pelos Académicos de Elvas, brindou a pega a Helena Nabeiro. A pega foi concretizada ao primeiro intento, numa extraordinária execução.

Volta para cavaleiro e forcado.

Marcos Bastinhas teve a lide da noite. Uma actuação de elevadíssimo nível do cavaleiro, com uma lide desenhada com muita classe e sortes bem desenhadas. Na série de ferros curtos, a actuação atingiu o seu auge e já nem precisava do habitual par de banderilhas, apesar do cavaleiro aceder ao pedido do público. Sortes frontais, cadenciadas e bem rematadas. Grande actuação de Bastinhas, numa das melhores lides da sua temporada. Uma pequena curiosidade, ou coincidência como mais vos aprouver, a lide decorreu ao som do pasodoble ‘Forcados do Sul’. E sempre que Marcos lida o quinto touro de uma corrida e ao som deste pasodoble, as suas actuações têm resultado de forma impactante. São já várias as situações em que isto ocorreu e para os mais crentes em superstições, aqui está uma…ou não.

José Maria Cortes, pelos Amadores de Montemor, concretizou a pega ao segundo intento, após uma primeira tentativa em que não conseguiu aguentar os derrotes do touro, após uma reunião aquém do que seria o seu desejom

Volta para cavaleiro e forcado.

Francisco Palha teve uma actuação de grande mérito a encerrar a corrida, perante um touro que tinha as suas complicações e cuja corda do embolamento estava pendurada, criando ali algum condicionamento da rés. Rápido a entender as muitas ‘teclas’ deste touro, Palha deu-lhe a lide adequada e não teve problema em recorrer a alguns ferros a sesgo. Porém, o grande momento desta actuação foi ao quarto ferro curto, numa sorte frontal e de grande valor.

João Restolho, pelos Académicos de Elva, saiu lesionado na primeira tentativa. Luís Carvalho tentou duas vezes e saiu lesionado na sua segunda tentativa. Pega concretizada à quarta tentativa efectiva do grupo por Samuel Silva já com ajudas carregadas.

Volta autorizada apenas ao cavaleiro.

Uma noite claramente marcada pelas complicações impostas pelos touros da ganadaria Murteira Grave, que obrigaram os toureiros a apresentar credenciais sobre o seu real valor. Toureiros predispostos, a empenharem-se, a estarem por cima dos oponentes e a conseguirem muito importantes prestações. Os forcados tiveram uma noite também complicada, porém a resolverem os problemas com maior ou menor dificuldade.

Corrida dirigida por Agostinho Borges, assessorado por José Miguel Guerra. No cornetim esteve Nuno Massano.

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