Emiliano Gamero: Os Prós e Contra da sua temporada

Emiliano Gamero: Os Prós e Contra da sua temporada. Artigo de opinião, por Rui Lavrador.

Foto: Roberto Pingas Rodrigues

Foi um dos nomes em destaque na temporada tauromáquica portuguesa, adorado por muitos, fortemente criticados por outros tantos. Indiferente não foi e esse é o seu primeiro mérito.

Gamero não teve tempo para se adaptar ao toureio em Portugal, fê-lo em praça e cometendo erros, naturais por falta de habituação, nas primeiras corridas.

Porém, sem nunca ser um primor técnico, foi evoluindo, teve uma lide de grande nível em Arruda dos Vinhos a 17 de Agosto, e soube montar um espectáculo que lhe foi permitindo ser um verdadeiro caso de sucesso junto do público português, que o abordava em doses generosas no final de cada corrida para pedir autógrafos ou tirar fotografias.

O termo “Revolução” foi exagerado na sua promoção e acabou por prejudicá-lo, porque não revolucionou nada. Veio apenas mostrar como se conquista o público através do carisma, que o tem em doses muito generosas, compensando a menor valia técnica.

As avaliações a Gamero pecaram por continuarmos a confundir rejoneio e toureio equestre à portuguesa. Não podem ser colocados no mesmo nível, porque tecnicamente os portugueses dão 10-0 a qualquer executante de outra nacionalidade.

Mas há algo que os portugueses podem aprender com os mexicanos e os espanhóis: Saber chegar ao público, acarinharem o público e não se armarem, como tantas vezes fazem, em estrelas cadentes.

Posto isto, Gamero venceu pelo carisma, pela humildade e por respeitar o público, mas tem de evoluir muito na parte técnica.

E em 2023 deve ser recebido com menos críticas de cariz pessoal, ao traje com o qual presta homenagem às suas raízes e ainda outras críticas que nada tiveram a ver com a vertente artística.

Gamero não tem de ser idolatrado, mas tem de ser respeitado!

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