Bed Legs: “O álbum saiu melhor do que esperávamos e finalmente a nossa chama consegue sair das colunas quando o estamos a ouvir”

 

 

Bed Legs editam a 4 de Maio o novo trabalho discográfico, de título homónimo. Fernando Fernandes e Tiago Calçada, membros do grupo, foram os porta-vozes e em entrevista concedida ao Infocul falaram sobre o novo disco e também sobre os espectáculos que se aproximam.

 

Neste “Bed Legs” ouvem-se melodias de chamamento à liberdade individual; revelam-se riffs da melhor classe stoner; há apelos à dança desenfreada; contam-se histórias de resiliência e de resistência; pede-se ajuda à alma gémea ou uma entidade superior; há uma vontade intrínseca de estadear, dobrar e desordenar. É viver e desejar ser vivido; é desejar e viver desejado.

 

Um disco homónimo. É o retrato fiel do projecto Bed Legs?

Este álbum é uma fotografia do momento que estamos a passar. A decisão do nome foi tomada após ouvirmos o trabalho finalizado, o álbum soa exactamente como nós queríamos, ou ao que nos propusemos, daí a decisão de o disco ser homónimo. O álbum são os Bed Legs de agora a tocar exactamente o queriam tocar e a soar como queriam soar.

 

 

Quando é que este disco começou a pairar sobre a vossa mente em termos de ideias?

Já tínhamos a vontade de gravar algo novo há algum tempo. Fizemos tour, durante 2 anos com o “Black Bottle” e sentimos necessidade de fazer música nova. Foi em meados de 2017 que começamos a direccionar mais a nossa atenção para a gravação do mesmo.

 

 

Quais foram os maiores desafios?

Somos uma banda, logo somos 5 seres diferentes, com vidas diferentes, perspectivas diferentes, o maior desafio é que enquanto banda e amigos/família que somos, todos estejam em harmonia e contentes com o que estão a fazer, esse é sempre o maior desafio, não para a gravação do álbum mas para a existência da banda por si só! Estamos juntos há 6 anos nesta aventura e assim esperamos continuar.

 

 

O resultado final correspondeu ao que inicialmente perspectivaram?

O álbum saiu melhor do que esperávamos e finalmente a nossa chama consegue sair das colunas quando o estamos a ouvir. Experimentámos imenso no estúdio do Budda Guedes, que produziu o álbum. Ele ouviu os desejos e visões de cada membro, tivemos a oportunidade de explorar sonicamente cada um dos instrumentos. A masterização deixamos nas mãos do Frederico Cristiano. Estamos todos contentes e muito satisfeitos com o resultado.

 

 

 

Quais os maiores desafios na produção e gravação do mesmo?

Foi conciliar a visão e a sonoridade de álbum que cada um tinha em mente, entre muitos outros factores como tempo, motivação, dinheiro, disponibilidades.

 

 

 

Qual a mensagem que pretendem transmitir?

Este álbum, tal como os trabalhos anteriores, retrata as nossas experiências. Fala sobre decadência, autodestruição, reabilitação, estar de volta ao trabalho e ao caminho que temos de seguir para nos realizarmos, recaídas, boémia, amor, mentiras, autoconhecimento e muito Rock’n’Roll.

 

 

Qual o tema, deste disco, que mais vos identifica?

Todos.

 

 

“Spillin’Blood” foi o single de apresentação. É o retrato do disco ou é o tema que mais sentido fazia como cartão de visita e convite ao público?

É o cartão de visita.

 

 

Em termos de apresentação do disco, quais os espectáculos que já podem, e querem, revelar?

 

Junho

02 – ACRA Fest, Adaúfe

29 – TBA, Vila das Aves

30 – Variações, Braga

 

Julho

07 – TBA, Bragança

27 – Santo Rock, Fafe

 

 

Como se descrevem enquanto grupo?

Um grupo de amigos que tem uma paixão enorme por música e por fazer música.

 

 

Quais os maiores desafios que o mercado musical coloca?

São muitos, não vale a pena enumerar, nem matar a cabeça com isso.

 

 

Como analisam o actual momento da música em Portugal?

 Achamos que há muita banda nova a aparecer e com mais qualidade que nunca. Sem dúvida, é um momento único.

 

 

Plágio é um termos demasiado utilizado ultimamente. Faz sentido?

 As coisas têm que ser chamadas pelos nomes, não podemos enterrar a cabeça na areia.

 

 

Os lóbis existem ou não?

Dizer que não seria mentir.

 

 

Onde pode o público interagir convosco nas redes sociais?

De momento, estamos presentes no facebook, instagram e twitter.

 

 

Dedicam muito tempo às redes sociais?

O tempo necessário.

 

 

Qual a importância das redes sociais no vosso trabalho?

As redes sociais são apenas uma ferramenta de divulgação do nosso trabalho assim como um espaço de interacção com quem nos segue.

 

 

Qual a mensagem que deixam aos leitores do Infocul?

Se gostam de música, apoiem os músicos que fazem a música que gostam, seja ela Portuguesa ou de outro sítio qualquer.

Partilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Notícia publicada a 04/05/2018


About the author /


Post your comments

Your email address will not be published. Required fields are marked *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

_