Festival da Canção 2026 alvo de críticas duras: artigo aponta espetáculo “desinspirado” e acusa falta de ambição da RTP, de forma clara.
Crónica arrasa qualidade artística da edição deste ano
A edição deste ano do Festival da Canção está a gerar polémica. Um artigo assinado por Miguel Somsen traça um retrato muito crítico do concurso e questiona a qualidade global do espetáculo.
Logo no início da análise, o cronista descreve o formato como um evento pouco inspirado. Na sua leitura, o festival transformou-se num “Sequim de Ouro versão indie”, com propostas que, segundo escreve, parecem “tirado do catálogo da Temu”.
A crítica incide sobretudo sobre o nível artístico apresentado nas atuações e na produção televisiva.
Final longa e justificação da RTP também criticada
Além da qualidade das canções, o artigo aponta problemas no ritmo da transmissão da grande final. Segundo o autor, a emissão prolongou-se por quase duas horas.
A duração do programa foi justificada pela RTP como forma de permitir mais tempo de votação ao público.
Contudo, o cronista considera essa explicação pouco convincente. Na análise, recorda que os espectadores tiveram uma semana inteira para votar.
Apresentadores destacados como ponto positivo
Apesar das críticas generalizadas, o texto reconhece alguns elementos positivos na produção.
Entre eles, destacam-se os apresentadores Filomena Cautela e Vasco Palmeirim.
Segundo o artigo, a dupla manteve a estabilidade do programa mesmo perante dificuldades no alinhamento.
Ainda assim, o cronista refere que várias atuações foram marcadas por falta de inspiração. Nesse contexto, acusa alguns artistas de subirem ao palco com “letras banais e arranjos inexistentes”.
Vitória dos Bandidos do Cante também analisada
A vitória acabou por sorrir aos Bandidos do Cante. O grupo destacou-se também por assumir que não iria boicotar a participação na Eurovisão em Viena.
Ainda assim, a análise considera que a vitória surgiu num contexto de fraca concorrência.
Nesse sentido, o cronista afirma: “Num ano tão mau, uma canção mediana como a deles garantia sempre uma vitória antecipada”.
Sistema de votação e estratégia da RTP questionados
Por outro lado, o texto critica igualmente o sistema de votação regional utilizado no concurso.
O autor aponta problemas na estrutura dos júris, classificando o modelo como “uma espécie de conflito regional em que todos perdem”.
No final da análise, o artigo deixa uma questão em aberto sobre o futuro do festival.
Assim, questiona se a fragilidade artística resulta da falta de investimento ou se a própria estação pública perdeu interesse no formato.
A dúvida fica expressa na conclusão do texto, que pergunta se será a RTP que desistiu do festival ou se o alinhamento se tornou fraco devido ao desinvestimento contínuo na sua “galinha dos ovos de ouro”.




