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Foras-de-jogo, Golos e muita emoção: Benfica empata em Anfield e despede-se da Liga dos Campeões

Foras-de-jogo, Golos e muita emoção: Benfica empata em Anfield e
despede-se da Liga dos Campeões

Foras-de-jogo, Golos e muita emoção. O Benfica conseguiu empatar na casa do Liverpool três bolas a três, mas acabou por se despedir da competição fruto da derrota sofrida em Lisboa na semana passada. 

Texto: Diogo Nunes
Fotografia: UEFA Champions League (Twitter)

Onze inicial do Liverpool: Alisson; Joe Gomez, Joel Matip, Konaté, Tsimikas; Henderson, Milner, Naby Keita; Luis Diaz, Diogo Jota, Roberto Firmino

Onze inicial SL Benfica: Vlachodimos; Gilberto, Otamendi, Vertonghen, Grimaldo; Éverton, Weigl, Taarabt, Diogo Gonçalves; Gonçalo Ramos e Darwin Núnez.

Em relação ao jogo da primeira-mão e Lisboa, Jurgen Klopp trocou sete peças, mantendo-se apenas Alisson, Konaté, Keita e Luis Diaz ao intervalo. Em sentido contrário Nélson Veríssimo promoveu apenas a entrada de Diogo Gonçalves face à lesão de Rafa.

Os primeiros quinze minutos foram muito equilibrados apesar da dificuldade do Benfica em sair a jogar a partir de trás face a uma pressão homem a homem inglesa, com exceção de uma jogada de Éverton que rematou perigoso, para fora, ao lado. Os encarnados tentaram-se inspirar no plano executado pelo Man City no último domingo, contra esta mesma equipa ao explorar o espaço deixado nas costas pela defesa renovada dos reds mas com uma linha subida, Darwin e companhia acabavam quase sempre em fora-de-jogo.

Aos vinte minutos, o sonho das águias sofreu um revés, cortesia de Konaté na sequência de um pontapé de canto, tal como na primeira mão. O francês subiu mais alto que Otamendi e colocou o Liverpool na frente da partida e ainda mais na eliminatória (4-1 no agregado das duas mãos).

Após o golo sofrido, o Benfica perdeu a capacidade de reação, permitindo que o adversário controlasse a partida a seu belo prazer ficar mais perto de alargar a vantagem primeiro por um remate de Luis Diaz que Vlachodimos afastou para canto sendo que depois foi Verhtongen a evitar com as costas um cabeceamento de Firmino para a baliza deserta. 

Mas como diz a máxima, quem não marca acaba por sofrer e os encarnados (que hoje jogaram de branco) chegaram ao empate por intermédio de Gonçalo Ramos pouco depois da meia hora de jogo. Darwin e Diogo Gonçalves arrastaram as suas marcações através de trocas posicionais e permitiram que o português arranjasse espaço legal entre linhas para finalizar. 

Ainda antes do final da primeira parte, Grimaldo assumiu o papel de herói ao evitar com um carrinho que Diaz encostasse para o segundo golo inglês após um contra-ataque rápido que voltou a denunciar as fragilidades do guarda-redes greg0o a sair da baliza.

Quem quer passar às meias-finais da Champions League tem de apresentar uma solidez defensiva acima da média e os encarnados estão muito longe disso. Prova disso é o lance do segundo golo do Liverpool onde Vlachodimos, primeiro não conseguiu agarrar um cruzamento fácil de Keita e Vertonghen depois aliviou a bola diretamente para os pés de Diogo Jota que serviu Firmino que só teve de encostar.

O avançado brasileiro tomou-lhe o gosto e dez minutos volvidos voltou a faturar. Conhecido pela sua capacidade de posicionamento, após um livre direto Firmino antecipou-se a toda a defesa encarnada e colocou-se no sítio certo para a alargar a vantagem inglesa. 

Novamente no meio de algumas ameaças do Liverpool, a equipa começou a deixar espaço entre setores que foi aproveitado por Yaremchuk, que, isolado, ultrapassou Alisson e reduziu a desvantagem. 

O Benfica apresentou um carácter só visto este ano na Europa e lutou pelo golo do empate que chegaria mesmo nos últimos dez minutos de jogo. Vertonghen desmarcou João Mário que colocou Darwin em posição para se tornar no melhor marcador dos encarnados numa só edição da Champions, com seis golos. Tal como no 3-2, também este golo anulado por fora-de-jogo, mas a decisão foi revertida após consulta do VAR.

Até ao final da partida, o avançado uruguaio ainda fez sonhar os 3000 adeptos benfiquistas presentes em Anfield com um remate à meia volta que daria o 3-4 mas Alisson segurou a passagem do clube da cidade dos Beatles às meias finais da Liga dos Campeões.

A eliminatória acaba assim com um agregado de 6-4 e a consequente passagem inglesa, mas acima de tudo fica a boa imagem deixada por um Benfica que teve nas competições europeias a principal razão para sorrir com uma caminhada impressionante.

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