Gilberto Filipe destaca sucesso da corrida em Lavre: “Vou cheio de moral e desejo que seja uma temporada inesquecível como está a ser agora”

Gilberto Filipe destaca sucesso da corrida em Lavre: “Vou cheio de moral e desejo que seja uma temporada inesquecível como está a ser agora”, disse em declarações ao Infocul.pt.

Gilberto Filipe destaca sucesso da corrida em Lavre: "Vou cheio de moral e desejo que seja uma temporada inesquecível como está a ser agora"

Texto: Rui Lavrador
Entrevista e Fotografia: Roberto Pingas Rodrigues

14 anos depois, Lavre voltou a receber uma corrida de touros, este domingo, 31 de Julho.

Num cartel composto por Rui Salvador, Gilberto Filipe e Diogo Oliveira, frente a touros de Monte Cadema, actuaram ainda os forcados de Évora e Coruche.

Gilberto Filipe, no final da corrida, concedeu declarações ao Infocul.pt, sobre a corrida, os touros e ainda sobre o título de bicampeão mundial em Equitação do Trabalho.

Qual o balanço das duas lides e dos touros que lhe calharam em sorte?

Vou bastante satisfeito. Acho que saíram dois touros extraordinários, embora o calor fosse demasiado elevado e isso tivesse sido notório nos touros. Senti-me a gosto, os cavalos andaram bem, o público gostou. É lindo ver nestas terras, que não têm praças, a alegria de quando se traz aqui a festa dos touros, depois de muitos anos sem haver, e o público correspondeu. Vou cheio de moral e desejo que seja uma temporada inesquecível como está a ser até agora.

O primeiro touro achei com mais qualidade que o segundo, embora os dois com muita qualidade. Acho que a corrida na generalidade saiu bem, com excepção do primeiro. Estavam bem-apresentados, com bravura e a transmitirem que é o mais importante. O público também estava em festa, foi uma corrida gira e que deixa na boca o sabor e a vontade de voltar para o próximo ano.

Quais as novidades da quadra para este ano e em que momento se encontra a quadra e o Gilberto?

Hoje estreei um cavalo novo, com 5 anos, no primeiro touro, chamado Napoleão, com o qual pus 3 bandarilhas curtas e senti-me a gosto e creio que será um cavalo importante na minha quadra. No segundo touro, usei o Nápoles, também com 5 anos, um pouco já mais toureado, um cavalo novo e que também andou a gosto. São dois cavalos com uma margem de progressão enorme e que acho que me vão ajudar nas próximas actuações e no futuro.

Depois tenho três cavalos com mais idade. Tenho o Formoso, com o qual recebi o primeiro touro, tenho o Hortelão que hoje não toureei com ele, usei também o Irânio que é um cavalo que também faz Equitação do Trabalho, que me dá muita confiança de saída. Para rematar, usei o Morante, que é um cavalo que é campeão dos campeões da raça Lusitano, sendo giro de se ver a versatilidade do cavalo lusitano, um cavalo que compete nas provas, tem morfologia e que toureia.

Foi recentemente bicampeão do mundo em Equitação do Trabalho. Qual a importância desta conquista?

É um sonho realizado. Em 20 e poucos anos de provas, houve 6 campeonatos do mundo, fui o único cavaleiro a conseguir repetir o título de campeão do mundo, o que diz bem da dificuldade. Tive a sorte de um cavalo se cruzar comigo, que é o Zinque das Lezírias, e que mudou a minha vida para sempre. Ensinou-me tudo o que sei hoje e levou-me ao topo. A importância do título, além de o ganhar, é tudo o que vem a seguir para a minha vida profissional: a procura de estágios, procura de clientes, tudo o que esse título acarreta. Portanto, é uma coisa única, um sonho realizado e só tenho de agradecer a Deus, por ter chegado onde cheguei e vencer um campeonato do mundo que teve o recorde de participação de países, foram 19, com 50 cavaleiros e muita qualidade nas provas. Foi um sonho e ainda o estou a viver!

Sendo uma pergunta difícil, vamos fazê-la. Sente-se mais reconhecido e valorizado na Equitação do Trabalho ou na Tauromaquia?

Sinto-me mais reconhecido na Equitação do Trabalho. Custa-me dizer isto, mas é a verdade, a tauromaquia e o público, não sei como definir, olha um pouco para as dinastias, para os toureiros de nome, foi sempre o que senti. Actualmente, sinto que olham mais para aquilo que sinto e luto, mas ao longo dos anos foi assim, senti isso na pele, que o facto de não ser de famílias toureiras, tem dificultado muito a minha carreira. Não estou e não quero desculpar-me de nada, mas é apenas uma noção da realidade e do que sinto na pele.

Quais as próximas corridas em que o poderemos ver?

Sobral da Adiça, Montijo, Moita e Évora.

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