Iva Domingues recorda susto com a filha na escola: “Mãe, há um shooter na escola”, lembrou.
Iva Domingues esteve à conversa com Rui Maria Pêgo, no seu podcast “Debaixo da Língua”, na Rádio Comercial, e recordou os tempos em que viveu nos EUA, juntamente com a sua filha, Carolina.
A apresentadora contou que esteve nos EUA de 2016 a 2019 e que foi impulsionada pela filha, que queria estudar cinema, a mudar de país: “Estive três anos acho que a tentar convencer-me de que tinha de ser”.
“Não iria por mim. Estava confortável e, admito, mais acomodada. Se não fosse a Carolina a espicaçar-me… Acho que ela foi o catalisador”, revelou Iva Domingues, confessando, contudo, que tem “saudades de viver perto do mar”.
Rui Maria Pêgo questionou se Iva Domingues teve “medo de morar nos EUA”.
“Houve momentos em que tive medo… mesmo pela violência. Religiosamente todos os dias, há gente a morrer com armas. É um país maior e toda a gente tem acesso a armas”, respondeu Iva Domingues.
Depois, recordou um dia em que recebeu uma mensagem que nenhuma mãe quer receber: “Eu vomitei! Deu-me uma coisa aqui na barriga”.
“Há um dia em que eu estou em casa e recebo uma mensagem da minha filha. E a minha filha disse: ‘Mãe, há um shooter na escola’. E, logo a seguir, ela diz: ‘Estamos na escola, vamos sair por trás. Já sabemos o que fazer’. Mas imagina isto… eu morri. Eu perdi anos de vida naquele um quarto de hora”, recordou Iva Domingues.
“Acabo de receber esta mensagem da minha filha e passam dois helicópteros por cima do telhado de minha casa… Olha a rapidez! Só podia ser por causa daquilo e passado, sei lá, mais três minutos, vejo para aí 20 carros da polícia”, descreveu Iva Domingues.
“Eu a panicar, ela não dizia nada e não sei quê e isto tudo demorou mais ou menos 15 minutos até que a minha filha diz: ‘Estamos cá fora, ele foi detido’”, acrescentou Iva Domingues.
“Imagina 15 minutos daquilo da minha vida que eu penso: ‘Que merda de país! Eu não quero estar aqui’”, disse Iva Domingues, referindo que a sua filha continua nos EUA.
Carolina encontra-se a acabar a faculdade e não pensa em voltar a Portugal.
As saudades vão-se compensando com viagens mútuas. Ora Iva vai aos Estados Unidos da América, ora Carolina vem a Portugal.




