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Joana Marques enfrenta tribunal e reage: “Humor que não ofende ninguém não existe”

Joana Marques enfrenta tribunal e reage: “Humor que não ofende ninguém não existe”, considerou a humorista.

Humorista esclarece tudo em tribunal sobre o vídeo com os Anjos

Joana Marques marcou presença no tribunal para responder sobre o processo movido pela dupla Anjos, na sequência de um vídeo humorístico que gerou polémica. Durante o depoimento, a comediante defendeu o seu trabalho e sublinhou os limites — ou a ausência deles — no humor.


“Gosto de encontrar graça nas coisas”

Logo no início da audiência, Joana deixou claro o propósito dos conteúdos que produz.
“É uma série de exercícios que gosto de fazer, é a minha profissão. Gosto de encontrar graça nas coisas”, disse, explicando que os vídeos que partilha nas redes sociais são, na sua maioria, humorísticos.

A humorista referiu exemplos anteriores onde satirizou figuras públicas como Gustavo Santos ou Rita Pereira.


Troca de cartas antecedeu o tribunal

Segundo relatado por Joana Marques, os representantes legais dos Anjos enviaram duas cartas antes de avançar com a ação judicial.
“A primeira carta que recebi dizia que o vídeo lesava a honra de Nelson e Sérgio. Não concordei e aleguei a minha liberdade de expressão”, começou por explicar.

Mais à frente, completou:
“Numa segunda carta disseram que iam avançar para tribunal… Calculo que seja por isso que estamos aqui”, afirmou com ironia.


“Humor é muito democrático”

Questionada sobre a sua abordagem ao humor, Joana não escondeu a frontalidade:
“Humor é muito democrático: ninguém está a salvo do ridículo”, disse. E reforçou que o humor não deve ter barreiras:
“Não existe nenhum humor que não vá ofender ninguém. Humor que não ofende não existe”.

Segundo Joana, o que pode parecer ofensivo para uns pode ser apenas uma piada para outros:
“Humor que não ofende uma pessoa pode ofender outra”.


Sobre o vídeo viral: “A única intenção era fazer rir”

Relativamente ao vídeo que está na origem do processo, Joana esclareceu o contexto em que o encontrou:
“Estava viral quando o vi pela primeira vez, no dia 25 de Abril. Achei que o vídeo tinha sido do próprio 25 de Abril. Não costumo ver coisas de motas”, afirmou.

Além disso, justificou a escolha do conteúdo com base na incongruência do momento:
“O humor está precisamente numa coisa que não corre como o esperado”, acrescentando que foi um momento “insólito” e que quis “juntar dois universos”, referindo-se ao Ídolos e ao vídeo viral.

Por fim, deixou claro o seu propósito:
“A única intenção do vídeo era fazer rir”.


Joana Marques sublinha liberdade criativa

Em resposta à juíza, a comediante reafirmou a sua trajetória profissional e a notoriedade que atingiu:
“Muitas pessoas me conhecem”, disse, acrescentando com humor:
“Agora pedem mais selfies do que autógrafos”.

Terminou explicando que entende o humor como algo que deve ser livre e abrangente:
“Cada vez que há um conteúdo que foge ao esperado, é natural que se use como sátira. Já fiz isso várias vezes”.

A audiência seguiu com atenção e, em determinados momentos, até com risos, sinal de que o humor, mesmo em tribunal, continua a marcar presença.

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