João Cotrim Figueiredo lança projeto cívico-político e afasta regresso à liderança da Iniciativa Liberal, segundo revelou.
Nova plataforma nasce fora dos partidos
João Cotrim Figueiredo anunciou a criação de um projeto cívico-político de natureza apartidária. A iniciativa surge com o objetivo de dar continuidade ao apoio eleitoral obtido na primeira volta das eleições Presidenciais.
O antigo candidato sublinhou que a nova estrutura não terá enquadramento partidário. “Que fique claro que não é um partido político. Tenho vontade de fazer diferente, melhor, exigir mais. Não quero desperdiçar as 900 mil pessoas que votaram em mim”, afirmou, justificando a aposta numa plataforma de mobilização cívica.
Regresso à liderança liberal afastado
Questionado sobre um eventual regresso à liderança da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo afastou esse cenário. Segundo explicou, o partido encontra-se estabilizado e com direção definida.
Ainda assim, deixou claro que não se afasta do espaço público. O liberal admitiu continuar disponível para intervir na política nacional, embora fora de funções partidárias formais.
Sem endossos na segunda volta
No que diz respeito à segunda volta das Presidenciais, João Cotrim Figueiredo recusou indicar qualquer sentido de voto aos seus apoiantes. Para o ex-líder liberal, os votos pertencem exclusivamente aos eleitores.
Nesse sentido, afirmou: “Votaram em mim livremente, gostaria que fizessem o mesmo na segunda volta, por isso um endosso está fora de questão.” Reforçou ainda que não se considera “dono dos votos dos eleitores”.
Crítica dura ao cenário final
Terceiro classificado na primeira volta, com 16% dos votos, João Cotrim Figueiredo classificou o confronto final como uma escolha negativa para o país. Na sua leitura, trata-se de uma opção “péssima”, resumida a “alguém que quer que Portugal esteja parado e alguém que quer Portugal para trás”.
Apesar da crítica aos dois projetos em disputa, estabeleceu um limite inequívoco quanto ao seu posicionamento pessoal.
Rejeição clara a André Ventura
O antigo candidato foi taxativo ao afastar qualquer apoio ao líder do Chega. “Não vou certamente votar André Ventura”, afirmou, marcando distância em relação ao candidato apoiado pelo Chega.
Ao clarificar os critérios que orientam a sua decisão, reforçou a mesma posição. “Eu desempato pela componente mais básica: a decência. Não gosto de pessoas que usam a mentira como arma política. Não vou certamente votar André Ventura”, sublinhou.
Voto ainda em aberto
João Cotrim Figueiredo deixou, no entanto, em aberto a forma como exercerá o seu voto. A opção poderá passar por um voto em branco ou por um voto em António José Seguro.
A segunda volta das eleições Presidenciais realiza-se a 8 de fevereiro e será disputada entre António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista, e André Ventura.




