João Moura Caetano a tourear feliz na “fase mais templada, mais constante”

João Moura Caetano a tourear feliz na “fase mais templada, mais constante” da sua carreira como cavaleiro tauromáquico.

Na passada terça-feira, João Moura Caetano esteve na apresentação dos cartéis da temporada do Campo Pequeno.

Após a apresentação dos cartéis, o cavaleiro dinástico falou ao Infocul.pt.

João Moura Caetano irá actuar no Campo Pequeno, a 8 de Agosto, num cartel que conta com Ana Batista, Manuel Telles Bastos, Duarte Pinto, Andrés Romero e Luís Rouxinol Jr. Os touros serão da ganadaria Vinhas. As pegas ficam a cargo dos forcados amadores de Coimbra, Monsaraz e Académicos de Coimbra.

João Moura Caetano actua pelo segundo ano consecutivo no Campo Pequeno com uma corrida televisionada, após o ter feito na corrida mista de 2023.

Sim, é aquilo que foi possível. Inicialmente fui contratado para uma corrida em que lidaria dois touros, para 22 de Agosto. Posteriormente, de acordo com a empresa e de mútuo acordo, e eu funciono por feelings, tive um feeling que aquela corrida (8 de Agosto) me atrai, até pela parte de ser televisionada. Dá-me uma vontade ainda maior de triunfar, uma responsabilidade também maior, além claro de uma projecção que, se correr bem, é sempre muito positiva“, explicou.

Com a ganadaria Vinhas também já tive alguns triunfos fortes com ela, principalmente no Montijo, onde ganhei o prémio por duas vezes, lidando touros Vinhas, isso também me atraiu“, acrescentou, elogiando a ganadaria desta corrida.

Era a corrida que inicialmente eu tinha vontade em estar, das que me foram propostas, e assim foi“, reforçou.

O cavaleiro de Monforte destacou ainda que se encontra na fase mais templada em praça e na qual melhor exprime o seu toureio.

Acho que esta é a minha fase mais templada, mais constante, em que me tenho sentido, desde o ano passado, com maturidade, para dar a volta a qualquer tipo de touro e situação, além de desfrutar na cara do touro, que é aquilo que nós ansiamos. Portanto, acho que estou num bom momento“, contou.

Principalmente consegui perceber que é possível triunfar, toureando para mim e para o meu interior. Satisfazendo-me primeiro a mim, enquanto artista, porque depois isso vai também transmitir essa satisfação ao público. Perceber isso foi um grande upgrade“, continuou.

Muitas vezes eu sentia um tipo de toureio, mas queria fazer outro para agradar mais ao público, para subir mais rápido, ter mais aplausos. Hoje em dia, ultrapassei essa barreira e preocupo-me em ser fiel aos meus sentimentos dentro da praça e isso foi uma grande mais valia“, rematou.

Texto e Entrevista: Rui Lavrador
Fotografia: Nuno Almeida

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