Quarta-feira, Julho 28, 2021

Jovem atropelada na A1 faz apelo desesperado e critica SNS

Jovem atropelada na A1 faz apelo desesperado e critica SNS

Sofia Ponce de Leão foi atropelada na A1 e encontra-se internada em estado grave num hospital de Coimbra.

Utilizou as redes sociais para expor a sua dramática situação.

Sofia revela que tem de ser submetida a uma delicada cirurgia e que não consegue ser transferida para uma unidade hospitalar privada no Porto, de forma a ser operada por um médico à sua escolha.

Ajuda, por favor. Eu e a minha amiga Ana Campos estávamos a ir para a praia quando o carro da Ana parou de andar no meio da autoestrada A1, em Portugal. Vários carros nos ultrapassaram nos segundos que se seguiram até que um senhor, num Mercedes, nos bateu. Nesse momento, perdi a consciência e só me lembro dos bombeiros retirarem-me do carro a mim e à Ana para nos levarem para o hospital”, escreveu.

Eu fraturei a C2 (cervical) e estou desde o dia 24 de junho internada no serviço de neurocirurgia do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra. Não sei informar o estado no qual se encontra a minha amiga. Está no mesmo serviço mencionado desde a data do acidente”, acrescentou.

Para que eu possa me recuperar por inteiro, necessito de ser operada. Foi-me imposta uma proposta de cirurgia na qual teria de colocar uma série de placas, parafusos e barras que me impossibilitariam de virar a cabeça para os lados, e para cima e para baixo, sendo necessária uma segunda cirurgia a realizar em tempo indefinido. A forma como me foi comunicado foi a de que seria a única opção, em que ou aceitava ou não haveria margem para negociações. A acrescentar ainda, foi adicionado o comentário de que o meu nome era VIP e que não fazia distinção entre as pessoas”, elucidou.

Sofia Ponce de Leão revelou ter encontrado outra alternativa, no Porto, mas que o Sistema Nacional de Saúde está a colocar vários “entraves”.

Com tal tratamento, seria impensável para mim validar uma proposta como esta. Arranjei alternativa no Porto (a minha área de residência) com um cirurgião renomado que me apresentou uma proposta muito menos invasiva e suficiente para a minha cura. Por me encontrar internada num hospital público, a minha transferência para o público do Porto teria consentimento. No entanto, como pretendo o transporte para o privado, só colocam entraves. Não há coerência”, continuou.

O meu processo deve ser contínuo, acompanhado e o seu percurso descrito e sem lacunas. Como tal os sistemas deveriam ter comunicação. A ajuda que vos peço é a de poder interceder face aos serviços públicos para que autorizem o meu transporte para o local onde eu posso ser tratada em tempo hábil​/útil. Agradeço a todos a ajuda que possam dar quer seja a compartilhar ou em oração”, terminou.

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