Luís Montenegro: “Luto, diariamente, para conquistar a confiança dos Portugueses, com um sonho”, referiu.
Luís Montenegro esteve à conversa com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, esta terça-feira, no “Dois às 10”, da TVI.
Depois de ouvir algumas mensagens especiais da família e de ter ficado visivelmente emocionado com algumas palavras, o candidato a primeiro-ministro e líder do PSD foi questionado se se emociona facilmente.
“Um bocadinho”, respondeu.
“É uma das minhas facetas não conhecidas. Eu acho que tenho um ar para as pessoas um bocadinho mais austero, mais formal. Sou muito terra a terra, muito emotivo também, introvertido, é uma característica que nos políticos não é muito comum”, referiu Luís Montenegro.
“Tenho a minha forma de ser e de estar, muitas vezes, não consigo até transmitir tudo às pessoas, nomeadamente até em termos de reconhecimento, de afeto, mas isso não quer dizer que não esteja cá dentro, porque está”, continuou Luís Montenegro.
Nas redes sociais, Luís Montenegro escreveu: “À conversa com a Cristina Ferreira e o Cláudio Ramos, no programa ‘Dois às 10’, fui desafiado a fugir da rotina mediática. Aceitei o desafio e, assim, pude mostrar além da minha imagem pública”.
“Na escola primária disse que viria a ser primeiro-ministro, hoje luto, diariamente, para conquistar a confiança dos Portugueses, com um sonho – poder dizer aos Filhos de Portugal que o nosso País tem Futuro”, rematou Luís Montenegro.
Veja este momento AQUI.
Ainda nesta conversa, o político de 50 anos, natural de Espinho, lembrou os 16 anos que esteve como deputado na Assembleia da República e como era “muito difícil quando havia um problema” com os seus filhos, por exemplo: “Estar à distância a geri-los [aos problemas] é muito difícil”.
“Eu tentei sempre nos dias dos aniversários, apesar de tudo, fazer o esforço de ir e de vir. Uma ou outra vez não foi possível”, contou Luís Montenegro.
Depois, destacou que a presença nas festas de escola dos filhos é que era mais difícil de cumprir.
“É muito difícil naqueles dias em que todos os outros miúdos estão numa situação de normalidade e há ali um miúdo que até não tem uma família desestruturada no sentido normal, mas o pai não está”, disse.
Luís Montenegro lembrou também a relação de cerca de 30 anos com a sua esposa, que conheceu aos 17 anos: “Temos uma base muito grande, também tivemos um estágio muito prolongado. Nós namorámos 10 anos. Ao fim de 10 anos de namoro, já não tínhamos muito que enganar um ao outro”.
Questionado sobre como gere a vida política e a vida de casado, Luís Montenegro referiu: “Com dificuldade nos momentos de afastamento. É difícil estarmos três ou quatro dias por semana fora, sem estarmos um com o outro, por mais organização que tenhamos”.
Porém, assinalou a “ajuda muito grande” dos seus pais e dos sogros e confessou ainda: “Ela quer muito que eu seja bem-sucedido, mas evidentemente que, se lhe dessem a escolher, ela escolheria que eu não estivesse nesta vida”.
“Eu estive cerca de cinco anos fora da atividade política e foram, de facto, os mais felizes do ponto de vista familiar que nós tivemos”, sublinhou.
Luís Montenegro explicou o porquê do regresso à vida política: “Volta-se por sentido de responsabilidade, por espírito de missão, por termos assumido ao longo dos anos também um compromisso que é preciso cumprir e eu estou aqui para o cumprir com toda a força, com toda a motivação, com a especial consciência de que isto é um tempo e é um tempo que vale a pena e que, a seguir a mim, há de vir outro com o mesmo empenho, com renovada energia”.
“Eu não tenho nenhuma tentação de eternizar-me no poder. Eu quero aproveitar a oportunidade de conduzir a governação do país para desenvolver as nossas propostas, o nosso programa, dar mais futuro ao país, dar mais condição de vida às pessoas, mais bem-estar, sabendo que isto tem um período. Isto não é uma etapa perpétua”, rematou Luís Montenegro.
Veja este momento AQUI.




