Madrid: Portugal voltou a marcar presença em mais uma edição de sucesso da Organic Food Iberia, que decorreu nos dias 8 e 9 de Junho.

Fotografias e Entrevistas: Miguel Vidal Pinheiro
Texto: Rui Lavrador
A IFEMA, em Madrid, acolheu nos dias 8 e 9 de Junho a Organic Food Iberia 2022. Durante dois dias, a alimentação orgânica foi assim o tema central e Portugal marcou presença no certame.
Uma participação organizada pela PortugalFoods organiza, em parceria com a Agrobio, que contou com um espaço de exposição de 81 metros quadrados para a promoção de produtos biológicos certificados junto de compradores internacionais, sob a marca Portugal Bio.
[Best_Wordpress_Gallery id=”3520″ gal_title=”Organic Food Iberia-Junho-Madrid-2022-2″]De destacar que após duas edições bem-sucedidas, esta foi a terceira, a Organic Food Iberia encontra-se já no TOP 20 de feiras profissionais.
Deolinda Silva, directora executiva da Portugal Foods, começou por nos explicar o que é a Portugal Foods.
“No fundo é um cluster que agrega o sector em torno dos drivers da inovação e promoção externa do sector. Nós trabalhamos sobretudo duas grandes áreas, essas que eu referi, a inovação e a promoção externa e temos um conjunto de actividades muito ambiciosas todos os anos. Nomeadamente, na parte da promoção, temos tipos de acções muito diversas como presenças em feiras, comissões empresariais em mercados externos, missões inversas, ou seja, a vinda de compradores internacionais a Portugal para reunir com as empresas. Há sessões de degustação com opinon leaders, chefs, etc. Há uma série de acções muito diversificadas todos os anos“, começou por dizer.
“Na parte de inovação promovemos muito a agregação e consórcios alargados de empresas e entidades do tecido tecnológico nacional. Tentamos promover aquilo que são projectos mobilizadores do sector e temos até neste momento, estamos a esperar e muito positivos, a aguardar um grande investimento no âmbito do PRR. É um grande projecto, com uma grande agenda para o sector chamado BFood e que agrega grandes players do sector nacional que irão fazer investimentos consideráveis e também projectos de desenvolvimento tecnológico“, referiu.
“Esta feira é muito específica e trata um sector muito específico que é o sector biológico, não deixa de ser um nicho, mas que tem uma importância estratégica. Portugal tem uma agenda nacional para a agricultura biológica, e nós juntamento com a Agrobio, que é a associação principal do país que lida com a agricultura biológica foi-nos feito um desafio de termos uma feira aqui e nós fizemo-lo com espírito de missão. Ou seja, trouxemos não só o que temos de mais directo, que é a indústria de produção biológica, com linha de produtos biológicos, como também agregar aqui a linha de produção. Naturalmente tem sido difícil, temos tentado estar aqui com uma representação o mais digna possível, mas estamos a percorrer um caminho que permitirá ter essa ‘mancha’ da Portugal Bio nas próximas edições aqui em Madrid“, destacou sobre a importância deste certame.
Sobre a Portugal Bio, recordou que “nós estamos sempre nos certames com a marca Porugal Foods, mas aqui achámos mais interessante e desenvolvemos um projecto […] e portanto o que pretendemos é vir com este ‘chapéu’ com aquilo que é a oferta nacional de produção biológica“.
[Best_Wordpress_Gallery id=”3521″ gal_title=”Organic Food Iberia-Junho-Madrid-2022″]Já Jaime Ferreira, presidente da direcção da Agrobio referiu que “os maiores desafios da nossa associação é levar mais longe a agricultura biológica, a ideia de alimentos de alta qualidade na mesa dos portugueses, dos europeus, com a preocupação de fazer uma agricultura de grande responsabilidade, de máxima responsabilidade com a casa onde vivemos que é o planeta terra“.
“Esta é uma feira de grande importância porque, não sei se há conhecimento, Portugal e Espanha juntos são a maior área em produção da Europa. E há um potencial de crescimento enorme, no caso português nas frutas e nos legumes, além das culturas mais clássicas como o vinho, azeite, tudo isso. Eu diria que as frutas, os legumes, as leguminosas e os frutos secos são mesmo o que tem maior capacidade de expansão e acho que o céu é limite“, explicou.
Sobre o que é a agricultura biológica, explicou: “A agricultura biológica define-se como sendo feita com um conjunto de técnicas que cruza os conhecimentos mais antigos e os mais modernos como o controlo de pragas e doenças, técnicas de compatibilização de diversas plantas e os animais. A agricultura biológica foca-se em que tudo começa no solo, aliás qualquer agricultor que queira fazer agricultura biológica deve primeiro analisar o solo para ver se tem a fertilidade suficiente para produzir em agricultura biológica. Portanto, os primeiros tempos são de preparação do solo. No caso português, maior parte dos solos são cobre, portanto há um tempo em que se tem de fertilizar o solo, chamado o tempo de conversão, algo que demora 2 a 3 anos, para atingir produções que podemos dizer que são aceitáveis e sustentáveis“.
[Best_Wordpress_Gallery id=”3522″ gal_title=”Organic Food Iberia-Junho-Madrid-2022-1″]




