
Manuel Moreira denuncia violência contra um poste para “esmagar genitália”, quando estudava.
Após ataque homofóbico de que foi alvo, Manuel Moreira foi hoje à SIC.
Em conversa com Júlia Pinheiro disse que “eu, por exemplo, não me queixava disto à minha mãe (…) isso implicava eu verbalizar uma coisa que eu próprio na altura ainda nem sabia o que era (…) na altura não me apetecia dizer à minha mãe que eles diziam “ele é maricas”… “ele é paneleiro”…”, explicou.
Não percebia o preconceito até porque “fazia pouca coisa” para que isso acontecesse, revelou também os ataques ofensivos de que foi alvo e contou um episódio que era uma “tradição” feita por alguns rapazes, o intitulado “ir ao poste”:
“Os jovens mais másculos do liceu escolhem alguém, de vez em quando, e porque lhes apetece, para levá-los a um poste e puxam as pernas e os braços, um de cada lado, para nos esmagar contra o poste e para nos esmigalhar a genitália como quase como uma ação punitiva, um statement qualquer e isto foi-me feito nos 13 anos uma ou duas vezes por 10 rapazes ao mesmo tempo”, acrescentou.




