Marta Gil: “Vamos parar de achar que ser actor é ter 500k no Instagram e tirar umas fotos e vender uns produtos”

Marta Gil: “Vamos parar de achar que ser actor é ter 500k no Instagram e tirar umas fotos e vender uns produtos”, disse em entrevista a Manuel Luís Goucha, no Conta-me, da TVI.

Marta Gil não tem dúvidas sobre a sua principal profissão: “Ser axtriz é aquilo que sou, tenho a certeza disso”.

Acho que o preconceito em relação à telenovela é dos próprios axtores, não é do público”, disse, referindo, que para si, as novelas são muito importantes para os axtores.

Se calhar chegámos agora a um ponto do mundo, ou desta nossa fase em Portugal, em que parece que qualquer um pode ser axtor… Mas não é. Parece, mas não quer dizer que seja verdade”, atirou.

Não acho que todos os axtores tenham de estudar para isso, até porque há brilhantes axtores que não estudaram, mas há um trabalho por trás. O trabalho todos os axtores têm de o ter”, referiu, defendendo que é para si muito importante o “respeito pela profissão”.

Isto não é andarem para aqui a dizer umas coisas e tirar umas fotos e aparecer na capa de uma revista, é mais do que isso. Vamos para com essa ilusão sobre esta profissão. Vamos parar de achar que ser actor é ter 500k no Instagram e tirar umas fotos e vender uns produtos. Não é, nunca foi e não é suposto ser”, exaltou.

Eu irrito-me imenso a falar destas coisas”, disse emocionada.

Venho deste meio, grande parte dos meus amigos são deste meio. Do actor que trabalha, que tirou conservatório, que fez 30 por uma linha e que não tem trabalho. Convivo com estas pessoas diariamente e, portanto, não consigo ficar indiferente”, garantiu.

Marta Gil revela que também passou por “fases complicadíssimas pelo facto de ter escolhido ser actriz”.

Na pandemia, regressou a Portugal e teve de trabalhar num quiosque, sendo que antes, nos Estados Unidos da América, já tinha trabalhado num restaurante.

Nós criamos tanto esse preconceito na nossa cabeça que depois preferimos estar em casa à espera que o telefone toque, e ele não toca e não temos dinheiro para pagar as cosias ao final do mês. Isso é um preconceito que nós próprios actores temos de tirar da nossa cabeça”, explicou.

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