Mentores do The Voice Kids na RTP são acusados de pouco conhecimento musical e de discriminarem o canto lírico

Mentores do The Voice Kids na RTP são acusados de pouco conhecimento musical e de discriminarem o canto lírico

Mentores do The Voice Kids na RTP são acusados de pouco conhecimento musical e de discriminarem o canto lírico, por várias pessoas nas plataformas digitais.

Rita Lello não compreendeu como é que nenhum jurado virou a cadeira no momento da actuação de Carolina Santos, jovem que interpretou um tema de Amadeus Mozart.

Rita Lello utilizou as redes sociais para lamentar que Bárbara Tinoco, Carlão, Carolina Deslandes e Fernando Daniel não tenham virado a cadeira enquanto ouviam a atuação de Carolina Santos. A

A jovem acabou por ser elogiada por todos, mas não recebeu o passaporte para a fase seguinte do programa da RTP1.

No The Voice Kids, aconselharam uma menina que foi cantar Mozart irrepreensivelmente (todo o júri reconheceu) a voltar para o ano… Olha, filha, se voltares para o ano a cantar qualquer coisa da Anastasia ou das Doce, ou mesmo da Diana Krall, pode ser que eles não tenham medo de te escolher… Caramba, nem uma cadeira virou. MEDRICAS“, lamentou a actriz.

Já uma outra internauta nas redes sociais foi mais dura:

“Nem sei que diga … Uma menina cantora lírica com aulas de canto desde os 7 anos … ninguém virou a cadeira, como não sabem trabalhar lírico não viraram a cadeiraViu-se nitidamente as expressões deles com um ponto de interrogação do tamanho do mundo ao ouvirem o ‘Voi che sapete’ da personagem Cherubino das ‘Bodas de Fígaro’ de Mozart ‘que raio de música é esta ?’ ( Até tem graça pegar na Box e ir ver outra vez as caras deles ). A Carolina Deslandes nos considerandos antes do final da música disse: ‘isto’ parece interessante … ‘isto’ ??? ‘Isto’ … é Mozart, ‘isto’ é Belcanto, aquele patamar onde poucos chegam, porque não estão para isso, porque dá trabalho ( são pelo menos 8 anos no conservatório e 3 na Escola superior de música, depois é a vida toda a ter aulas de canto e a trabalhar, e claro … é preciso ter voz. Sabiam que até a Maria Callas sempre teve a sua professora ? Chamava-se Elvira Hidalgo, sempre foi sua ensaiadora vocal e sua grande amiga, sempre a trabalhar, sempre a melhorar, sempre a corrigir, mesmo quando era já uma Diva incontestável. Percebeu-se nitidamente que ninguém tinha ‘arcaboiço, por isso ninguém teve coragem de enfrentar o ‘lírico’ … ninguém teve coragem de ficar com a Carolina … e provavelmente a menina com mais técnica, mais conhecimentos e que anda há mais anos a estudar canto numa escola a sério, foi posta de lado por saber demais, e por desconhecerem a técnica do Belcanto. O Carlão dizia ‘pois, mas não sei se ela depois consegue sair deste registo’ ( como quem diz, porque se não sair do registo clássico, eu não vou mesmo saber o que fazer ) É isto o júri dum ‘The Voice’ Portugal … Um júri destes tem sempre que ter alguém ( pelo menos um ) que perceba de canto à séria, senão aparece uma miúda com uma boa voz a cantar ópera e eles chumbam, o que convenhamos não faz muito sentido nem abona a favor do programa, além de ser profundamente injusto e ignaro Depois ainda se enterraram mais a dizer que ela tinha uma voz ultra espectacular, muito boa, uau… e tal … Se tinha uma voz tão boa porque não viraram ? Porque não têm conhecimentos para trabalhar com uma cantora lírica, só que se esquecem que quem canta lírico canta praticamente tudo e quem canta quase tudo, não canta lírico, aquela miúda cantaria o que fosse preciso. Que desilusão … um ‘The Voice’ chumbar uma ‘Voice’ Isto é … é o que é !Espero que quem escolhe estes júris aprenda com os erros, tem que haver pelo menos um júri que perceba a fundo de canto, espero que na próxima edição não cometam o mesmo erro e já tenham alguém especializado em canto. Mas para a coisa ser mesmo correcta e equilibrada tinham que ter lá um professor de canto clássico, um de Jazz, um da Ligeira e um de fado. Professores mesmo, não apenas cantores, aí sim, iríamos ter opiniões como deve de ser com mais conhecimento de causa, o problema é que isso não dá tanta audiência… E daí não sei, se calhar espantavam-se com os bons conhecimentos que iriam adquirir, e o público sairia mais culto, mais elucidado, e definitivamente a ganhar e as escolhas seriam bem mais justas”.

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