Milagre: Capela da casa de José Cid intacta na tempestade Kristin, segundo foi revelado pelo conhecido artista.
Um pinheiro centenário caiu sobre a casa histórica de José Cid após a passagem da depressão Kristin. O impacto foi analisado no programa V+ Fama, que abriu a emissão com o relato do susto vivido pela família.
A situação gerou preocupação acrescida devido à proximidade da zona atingida ao quarto da filha do músico, Ana Sofia.
Preocupação com a violência dos fenómenos meteorológicos
Em estúdio, Isabel Figueira mostrou-se solidária com o momento vivido pela família. A comentadora alertou para a gravidade crescente das condições climatéricas.
Nesse sentido, afirmou:
“Acho que todos nós passámos um bocadinho um inferno nessa noite e algum medo.”
Isabel Figueira acrescentou:
“Os nossos filhos são logo a nossa primeira preocupação porque cada vez mais as condições climatéricas estão piores, estão cada vez mais agressivas.”
E recordou as consequências da tempestade:
“Este tipo de árvores centenárias não foi a única que caiu. Caíram várias e até fez um morto.”
Apelo à prevenção junto das habitações
Além disso, a comentadora sublinhou a necessidade de medidas preventivas em propriedades com árvores de grande porte.
Isabel Figueira explicou:
“É preciso aqui alguma atenção quando temos este tipo de árvores dentro do nosso local, onde temos a nossa habitação.”
E acrescentou:
“É lamentável o José Cid ver a sua bonita casa neste estado.”
Sobre os danos, esclareceu:
“A capela também foi afetada, não afetando os quadros.”
A conclusão foi clara:
“O prejuízo maior disto tudo são os nossos filhos e, graças a Deus, a filha está bem.”
Um olhar otimista no meio da destruição
Por outro lado, Cláudia Jacques destacou aquilo que considerou um desfecho quase milagroso.
A comentadora afirmou:
“Ele disse que não há milagres, mas parece que sim.”
E detalhou:
“Apesar de o telhado da capela se ter danificado tanto, tudo o que lá está dentro está impecável.”
Cláudia Jacques acrescentou:
“O altar está bem e preservado, os quadros também.”
Concerto solidário para ajudar outras vítimas
Ainda assim, os danos materiais são significativos. Cláudia Jacques explicou que José Cid terá de avançar com obras de grande dimensão.
Nesse contexto, referiu:
“O José Cid teve um grande prejuízo e vai ter obras de grande envergadura.”
No entanto, destacou o gesto solidário do músico:
“Até se predispôs a fazer um concerto solidário de angariação de fundos para ajudar as famílias que agora estão mais necessitadas.”
E concluiu:
“Isso mostra o seu lado solidário, que é muito bonito.”
Apelo à proteção de casas históricas
O momento mais reivindicativo coube a António Leal e Silva, que lançou um alerta sobre a preservação do património arquitetónico.
O comentador afirmou:
“Este tipo de casas e estes solares, que cada vez existem menos e estão em vias de extinção, deviam ser protegidos.”
E acrescentou:
“Hoje em dia estão a mandar abaixo os solares e estas casas deviam ser consideradas património nacional.”
O apelo final foi direto:
“Não deixem destruir, não deixem demolir este tipo de património. É um crime, porque conta a nossa história.”
O caso da casa de José Cid reacendeu o debate sobre segurança, alterações climáticas e preservação do património histórico em Portugal.





