Moita: Cuqui com uma lide boa frente a seis touros Palha

Moita: Cuqui com uma lide boa frente a seis touros Palha, este sábado, 21 de Maio.

Moita: Cuqui com uma lide boa frente a seis touros Palha

Hoje, dia 21 de maio de 2022, as 17 horas, na Moita do Ribatejo, Joaquim Ribeiro “Cuqui”, marcou a sua carreira com uma encerrona frente a seis toiros da ganadaria Palha.

No início da corrida foi dedicado, pelo compositor António Bravo, um pasodoble a Cuqui com o seu nome e tocado pela primeira vez nesta tarde de sábado.

Na sua quadrilha trouxe os bandarilheiros P. Noronha, Nuno Silva ‘Rubio’, Diogo Vicente, Cláudio Miguel, João Ferreira, Tiago Santos, F. P. Chamaco, João Martins e Miguel Batista.

Da ganadaria Palha vieram nove toiros, sendo três deles sobreros. Toiros maioritariamente bem rematados de carnes, negros de capa e um colorau e córneas com caras proporcionais

Cuqui abriu a primeira lide com verónicas, rematando o “tercio” de capote no centro da arena com meias verónicas e uma “revolera”. Bandarilhou Tiago Santos e João Martins. O matador brindou a lide de muleta à sua mãe. Agradável lide que não chegou a romper por culpa do oponente, a quem faltou bravura. Houve também pouca variedade de sortes, Cuqui apenas apresentou passes pela direita e ao natural.

Na segunda lide, abriu a lide de capote de joelhos no chão, levantando-se e seguindo para terrenos médios da arena, onde rematou o “tercio”. Bandarilhou Pedro Noronha e Miguel Batista. Na muleta, mais uma vez não rompeu apesar dos bons lances com repetição. Lidou por “derechazos” rematando com passes de peito, tendo ainda executado uns molinetes. A lide de muleta acabou rematada ao natural de “rodillas”.

Saiu o terceiro toiro da tarde e Cuqui acabou por não romper mais uma vez. No capote, os lances repetem-se como se de uma cópia se tratasse, que como já era esperado, o “tercio” foi rematado com uma “revolera”. Bandarilhou João Ferreira e Nuno Rubio. Na muleta, já com lances “novos”, abriu com “trincherazos” rematando com passe de peito. Compôs a faena com passes pela direita, ao natural, passes de peito para os remates das séries e ainda uma passe de pêndulo, como se chama na gíria.

Na segunda parte da corrida, destaque para a lide do quinto toiro em que Cuqui “dançou” com o oponente de forma exuberante.

Mas, no quarto toiro, o tal colorau, foi o que mais pronto se mostrou para a corrida de toiros, pena a sua investida pouco franca. De referir que a arte de tourear ensina os oponentes a investir por baixo, mostrando a sua nobreza. Tal coisa não foi executada na lide do “mais apto”. No capote, apenas se destacou um lance de capote e siga para as bandarilhas. Bandarilhou Cláudio Miguel e João Martins. No último par executado por Cláudio Miguel, quando este rematou a sorte, o toiro persegue-o indo mesmo apanhá-lo já depois das tábuas tendo causado algum aparato. Aparentemente, o bandarilheiro apenas se magoou no joelho por causa da queda desajeitada. Na muleta, o matador abriu com largos “trincherazos” puxando o toiro para terrenos de dentro. Houve pouca repetição dos passes e foi mais uma lide sem romper.

Entramos na quinta lide, a melhor da tarde. O matador abriu o “tercio” do capote de joelhos em terra, dando alguns lances. Houve ainda tempo para Juan Carballo, novilheiro sobresselente, lancear umas verónicas. Bandarilhou Diogo Vicente e Miguel Batista. Na muleta, o matador armou uma “dança” com o oponente. Iniciou com o passe de pêndulo, intercalando com passes ao natural e rematando com passes de peito. Mais a meio da faena, toureou pela direita e ao natural também pisado terrenos mais próximos do oponente. Rematou a lide de joelhos em terra e passes de peito muito bem ajustados.

Para terminar a encerrona de Joaquim Ribeiro Cuqui saiu o 459 da ganadaria Palha. Cuqui abriu a lide de capote de “rodillas” a porta dos curros armando uma larga cambiada. Lanceou ainda mais umas verónicas. Bandarilhou Tiago Santos, Diogo Vicente e Cuqui. No último tercio da tarde, o matador voltou a executar passes pela direita, toureou ao natural e numa fase terminal da lide voltou a usar os passes de pêndulo.

O espetáculo não teve a exuberância esperada e por isso, era de evitar uma saída em ombros pela porta grande da praça.

O espetáculo contou com cerca de meia casa de assistência. Foi diretor Fábio Costa, assessorado por Dr. Carlos Santos e José Henriques marcou presença no cornetim.

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