Montepio Às vezes o amor: João Pedro Pais promete temas do novo disco e os clássicos

Montepio Às vezes o amor: João Pedro Pais promete temas do novo disco e os clássicos, para Santa Maria da Feira.

Montepio Às vezes o amor: João Pedro Pais promete temas do novo disco e os clássicos

Texto e Entrevista: Rui Lavrador
Fotografias: Rute Nunes e Carlos Pedroso

João Pedro Pais actua no Europarque, em Santa Maria da Feira, a 11 de Setembro, num espectáculo inserido no festival Montepio às vezes o amor.

À margem da apresentação do festival à imprensa, o músico concedeu declarações ao Infocul.pt, sobre o espectáculo, sobre o novo disco, “Amor Urbano”, e ainda alguns concertos que terá em 2023.

Sobre o novo disco, começou por destacar que “a canção “Uma questão de fé” está a tocar em rádios nacionais, se bem que não seria a minha primeira escolha para primeiro single“.

Acho que “O meu amor” é mais canção, será o segundo single. E o “Prometo” é a balada que me caracteriza e vem no seguimento de canções como “Mentira”, Ningué é de ninguém” e o “Fazes-me falta”. Vamos ver como corre“, acrescentou.

João Pedro Pais celebra 25 anos de carreira e explicou que “estes 25 anos têm sido um processo natural, gradual, não é forçado“, até porque “tem sido muito mais do que esperava inicialmente. Porque sempre fiz desporto, fui sempre ligado ao desporto, tirei o curso de artes gráficas. É verdade que sempre cantei, cantava nos bares, mas nunca pensei que isto ia ser o que foi“.

Nunca pensei fazer uma digressão com o Bryan Adams, fiz nove concertos com ele. Alicante, Barcelona, Madrid, Porto, Guimarães, Lisboa… Nunca pensei gravar com a banda dele, no Royal Studios, em Vancouver. Alguma vez pensei cantar com o José Mário Branco? Fiz dois duetos com ele. Fiz com o Fausto, Jorge Palma, Mafalda Veiga, Pedro Abrunhosa, portanto um gajo que faz desporto não está muito à espera que isto aconteça“, exemplificou.

Assume que em termos de postura pública, “sempre fui muito defensivo“,

O segredo para a longevidade e sucesso na carreira, aponta-o às canções.

É tudo uma questão de canções, o Bryan disse-me isso. Porque as canções contam histórias, que mesmo que as pessoas não as conheçam, acabam por se identificar. Falam de pessoas, de relações, de acontecimentos. Mesmo que me digam mais respeito a mim, sejam reais ou ficção, as pessoas identificam-se. Porque somos todos humanos, já ninguém inventa nada. Já está tudo inventado. Não há como inventar nada, tu dás é continuidade ao que te é dado a ouvir“, referiu.

Eu acho que tenho musicalidade. Comecei por ter música na escola, aprendi a ler pauta, toquei trompete, música clássica, mas depois de ver os outros, de ir para os bares tocar, fui tentando escrever canções. Eu não sou um poeta, não sou de escrever sem musicar, é daí que advém. Estou com a viola, a melodia surge e depois ter a capacidade que a métrica melódica combine com o texto. Não posso uma palavra decassílabo só com um compasso, ou então tem que ser dito muito rápido“, acrescentou, sobre o seu processo criativo.

Para o concerto em Santa Maria da Feira, deu algumas pistas sobre o alinhamento.

Sim, o alinhamento será muito próximo do que apresentámos no Olga Cadaval. É por aí que quero ir, não vale a pena desvirtuar muito. O concerto em Sintra foi um exemplo para mim, porque desconstruí as canções e vou tentar fazer isso. Vai haver uma ou outra coisa diferente, não vamos tocar tantas canções novas. No Olga Cadaval tocámos seis temas novos, em Santa Maria da Feira deverão ser três: “Prometo”, “O meu amor” e “Uma questão de Fé”, garanto que estarão no alinhamento“, disse.

Em 2023, “temos imensos pedidos de espectáculo. Vou participar em mais um festival, mas não te posso dizer já. Vou ter Coliseu dos Recreios e Coliseu do Porto, em princípio, mais para o final do ano“, rematou.

Bilhetes para o concerto em Santa Maria da Feira: AQUI.

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