Terça-feira, Setembro 21, 2021

Morte de Sara Carreira: Ainda não há resultado final do relatório e já se passaram 8 meses

Morte de Sara Carreira: Ainda não há resultado final do relatório e já se passaram 8 meses

Morte de Sara Carreira: Ainda não há resultado final do relatório e já se passaram 8 meses, segundo revelou o jornalista Hernâni Carvalho.

Segundo o jornalista, oO relatório final relativo ao acidente que vitimou Sara Carreira ainda estará nas mãos da GNR e não terá sido entregue ao Ministério Público.

Mais, o jornalista analisou ao detalhe o acidente que vitimou mortalmente a jovem Sara, sendo que oito meses após a sua morte, o relatório final relativo ao acidente ainda estará nas mãos da GNR e não terá sido entregue ao Ministério Público.

Hernâni Carvalho revela mesmo que foi “pedida uma nova prorrogação do prazo”, que deveria ter terminado na semana passada.

“Ainda não há resultado final sobre a velocidade a que seguiam os carros [envolvidos no acidente, ocorrido a 5 de dezembro do ano passado]. As perícias do Laboratório de Polícia Científica (LPC) feitas às centralinas [dispositivo eletrónico que pode aferir a velocidade e as travagens] dos carros envolvidos foram inconclusivas. A GNR está a ultimar em laboratório as conclusões sobre perícias feitas recentemente na A1“, escreve Hernâni Carvalho na TV Mais, acrescentando que, “por via destes testes do LPC não estarem ainda concluídos”, foi pedido o alargamento do prazo.

Esta informação agora avançada, contraria o Correio da Manhã (que aqui também demos conta), na semana passada, na qual o CM avançava que o carro em que Sara Carreira seguia na noite em que morreu ia a uma velocidade excessiva relativamente às condições da via e da meteorologia.

Uma fonte ligada ao processo revelou ao jornalista que “é provável” que o carro no qual seguia Sara Carreira, e que era conduzido pelo namorado, Ivo Lucas, fosse a “uma velocidade entre os 140 e os 160“.

O acidente que vitimou Sara Carreira, envolveu quatro carros. O Range Rover da filha de Tony Carreira foi o terceiro veículo a embater no troço da A1. Antes, um primeiro veículo, de um homem até ao momento não identificado, e um segundo — da fadista Cristina Branco —, chegando depois um quarto a bater no carro de Sara Carreira.

Ora, o condutor do 1º veículo acusou uma taxa de alcoolemia de 1,35g/l, o dobro do permitido por lei e punível com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.

O seu carro estaria parado na via da direita e pode vir a mudar o rumo das investigações.

O acidente que provocou a morte de Sara poderia vir a provar-se ter começado numa negligência tida na via direita da autoestrada, por quem não estava na plena posse das suas faculdades para conduzir“, escreve Hernâni Carvalho.

“Ao abrigo da lei, todos os condutores envolvidos em acidentes com feridos graves ou mortos são obrigados a fazer teste de alcoolemia e psicotrópicos“, escreveu ainda o jornalista.

Só cinco horas e meia depois do acidente é que o condutor do VW Passat foi levado pela GNR ao hospital para fazer o teste de alcoolemia. No relatório consta que acusou 1,35% de taxa de álcool no sangue (TAS). Crime. E já tinham passado cinco horas. A ciência sabe que isto quer dizer que na hora do acidente (cinco horas e meia antes) a taxa terá sido muito mais alta. O risco de envolvimento em acidente mortal aumenta à medida que a TAS se eleva“, destacou ainda.

De acordo com Hernâni Carvalho a inspeção a este veículo “só foi feita no dia seguinte, já no parque para onde foi levado pelo reboque“. “Tudo parece funcionar no carro sem problemas.”, revela.

Perto da saída do Cartaxo, na A1, no sentido Porto – Lisboa, o veículo VW Passat foi batido por trás e projetado cerca de 40 metros pelo carro da fadista Cristina Branco, um Volvo V50.Na altura chovia torrencialmente e o carro de Cristina Branco fez um peão, parando na via central, virado ao contrário do trânsito. Após o embate, a fadista deu a volta ao veículo para tirar a filha e correu para o que achou ser a berma da estrada. Contudo, ambas ficaram no separado central.

De imediato ligou para o 112, mas não conseguiu responder às perguntas do 112 e acabou por ligar ao companheiro, que notificou as autoridades do acidente. Pouco depois, a fadista viu o condutor do carro em que embateu. O homem saiu ileso do acidente.

Seguidamente, o Range Roger Evoque de Sara Carreira, conduzido pelo namorado da cantora, o actor Ivo Lucas, embateu de frente no Volvo de Cristina Branco, fez uma pirueta, e quatro cambalhotas, parando 100 metros à frente, atravessado na via da esquerda.

Um quarto carro, um Fiat Marea, conseguiu evitar bater nos dois primeiros carros, mas acabou por passar de raspão no veículo de Sara Carreira. “Vem a imobilizar-se à frente, já em chamas, mas sem consequências para o seu condutor, que sai ileso“, conta Hernâni Carvalho.

Outros 10 carros passaram pelo acidente antes de chegar a equipa de socorro para os feridos: Ivo Lucas, a fadista Cristina Branco e a filha.

Está confuso. A pancada forte que sofreu na cabeça terá provocado traumatismo. Não se calou a perguntar pela namorada ainda no local do acidente e depois quando entrou a gritar por Sara no Hospital de Santarém. Terá percebido que a sua namorada, filha de Tony Carreira, tinha falecido“, escreve Hernâni Carvalho, sobre Ivo Lucas, o único arguido do processo até ao momento.

Morte de Sara Carreira: Ainda não há resultado final do relatório e já se passaram 8 meses revela uma demora inacreditável da justiça portuguesa, deixando a família em suspenso sobre as causas que vitimaram a jovem cantora.

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