Noélia Pereira alvo de críticas duras no Extra da 1.ª Companhia, na noite de ontem, em direto na TVI.
Cândido Pereira acusa falta de esforço na reta final do programa
O Extra da 1.ª Companhia, emitido na madrugada desta terça-feira, ficou marcado por críticas severas dirigidas a Noélia Pereira. Em estúdio, Cândido Pereira assumiu uma posição frontal ao analisar o desempenho da finalista.
Logo no início da sua intervenção, o comentador justificou o tom direto e sem filtros. “É sempre à meia-noite e vinte e cinco que eu agradeço a Deus Nosso Senhor… Por eu não meter paninhos quentes em tudo, é só por isso que estamos aqui há dois meses”, afirmou, recorrendo à ironia para explicar a sua postura.
Dificuldades reconhecidas, mas atitude posta em causa
Ainda assim, Cândido Pereira admitiu que nem todos têm as mesmas capacidades. “Ah pois nós temos mais dificuldades, nós não nasceram para ser militares… vamos lá ver, nem todos aprendem ao mesmo tempo, é verdade, nem todos têm as mesmas aptidões, é verdade”, reconheceu.
No entanto, rapidamente deixou claro que, para si, o problema não está apenas nas limitações físicas. O comentador foi perentório ao afirmar que “também faz mais quem quer do que quem pode”, acusando diretamente Noélia de falta de vontade.
Acusações de desinteresse e desistência precoce
De seguida, Cândido Pereira foi ainda mais longe na análise. “Muitas das vezes a Noélia não aprende, não é por ter só dificuldade, é porque não quer aprender”, atirou, sem suavizar o discurso.
Para sustentar a crítica, descreveu comportamentos recorrentes nos treinos. “Porque ela tem muitas oportunidades, então os colegas ensinaram, ‘agora faz mais uma vez’, ‘não, não, está bom, está bom’ e segue”, apontou.
Por fim, deixou uma conclusão dura. Para o comentador, quem tem dificuldades deve compensar com esforço redobrado. “Não pode, uma pessoa que tem dificuldade tem que fazer o dobro ou o triplo daquilo que os outros fazem”, rematou, classificando a postura da concorrente como “um desinteresse total”.
Painel reforça críticas à coordenação motora
Entretanto, o debate prosseguiu sob moderação de Marta Cardoso, num painel composto ainda por Gonçalo Quinaz e Isabel Figueira.
Ao analisar as imagens dos treinos, Gonçalo Quinaz mostrou-se incrédulo. “Aqueles braços, eu não sei se ela queria agredir alguém quando levantava o braço direito ou o braço esquerdo”, disse, em tom irónico.
Apesar de ressalvar que não faria necessariamente melhor, foi claro na avaliação. “Na realidade, eu acho que nunca vi nada disso”, acrescentou, referindo-se à execução dos movimentos.
Falta de coordenação e dificuldade de compreensão
Além disso, Quinaz defendeu que o problema vai além do físico. “Ela definitivamente, e já falámos disto várias vezes, tem um grande problema de coordenação”, afirmou, juntando outro ponto crítico. “Ela tem uma grande dificuldade em entender as coisas”, reforçou.
O comentador comparou a postura de Noélia com a de Soraia Sousa, sublinhando que esta questiona os instrutores quando tem dúvidas, algo que a algarvia raramente faz. Segundo Quinaz, após quase dois meses, Noélia “continua a ter dificuldades naquela parte básica que aprenderam no primeiro segundo”.
Isabel Figueira aponta falta de vocação militar
Por outro lado, Isabel Figueira apresentou uma leitura ligeiramente diferente. Para a comentadora, o problema não é a compreensão, mas a execução. “Acho que a Noelia até percebe o que é que tem que ser feito, mas tem dificuldade em executar”, explicou.
A comentadora recorreu a uma comparação pessoal. “Havia duas ou três pessoas que iam para a esquerda” quando o grupo seguia para a direita, lembrou, referindo-se a antigas aulas de aeróbica.
Ainda assim, foi clara na conclusão. “Eu acho que a Noelia aqui tem muito mais jeito para a vida de limpezas e de cozinhar e de arrumações do que propriamente para esta vida mais rígida”, afirmou, defendendo que a apetência da finalista está longe da vida militar.
O debate acabou por consolidar uma noite marcada por críticas duras e consensuais à prestação de Noélia Pereira, numa fase decisiva do programa.
