
As criptomoedas surgiram no Mundo como uma excelente forma de resolver muitos dos problemas relacionados com o dinheiro centralizado. Garantindo um meio de pagamento digital inovador baseado em criptografia e na tecnologia blockchain. Podendo ser usado nas mais diversas plataformas, como é o caso dos casinos online, por exemplo o IceCasino.
No entanto, estas criptomoedas ao necessitarem de uma mineração para a sua criação e desenvolvimento, existe uma exigência bastante elevada em relação ao gasto energético. Desta forma, é possível afirmar que, atualmente, as criptomoedas causam um enorme impacto ambiental. Estima-se que são consumidos para a Bitcoin, por ano, 140 Terawatt-horas (TWh), o equivalente ao consumo de energia, por ano, em toda a Argentina.
Porque se gasta Energia na Mineração
Para que ocorra a mineração e validação das transações relacionadas com as criptomoedas é necessário a validação através das redes Blockchain. Por esta razão, a necessidade de elevados gastos energéticos para o registo de todas as transações realizadas com criptomoedas é essencial e obrigatório.
Para além disso, como é uma rede bastante complexa, todas as validações exigem uma resolução de problemas matemáticos, levando ao uso dos maiores componentes computacionais para resolver estes problemas e validar as transações. Desta forma, como existem diversos computadores a minerar e a resolver esses mesmos problemas ao mesmo tempo, o gasto energético para os manter a funcionar é enorme. Tendo ainda a questão que muitos dos computadores utilizadores não foram necessários, pois não receberão recompensa pelo seu trabalho e utilização.
Quais são as criptomoedas que mais impacto têm no ambiente
Existem diversas criptomoedas, contudo apresentam impactos ambientais diferentes. Este impacto a nível ambiental pode estar relacionado com o consumo de energia, com a emissão de CO2 e pela produção de lixo eletrónico.
Mesmo que todas as criptomoedas utilizem computadores interligados e a funcionar ao mesmo tempo, determinadas moedas digitais usam o método que garante a sua maior segurança, proof of work, que consiste numa “competição” entre os mineradores para resolver os problemas matemáticos ou quebra-cabeças criptográficos o mais rapidamente possível, validando assim as transações e conseguindo ganhar recompensas, criptomoedas, em bloco.
Desta forma, redes como o Bitcoin (BTC) e o Ethereum pré-merge (ETH), ao utilizarem métodos como o proof of work nas suas validações, exigem um trabalho computacional muito maior, e por consequência um dispêndio de energia consumida maior, e emissão e produção resíduos muito mais elevado.
A rede de Bitcoin, estima-se que, anualmente, consome cerca de 140 TWh de energia, gerando, ainda, 79 Milhões de toneladas de CO2 e 34 mil toneladas de lixo eletrónico. Por outro lado, a rede do Ethereum pré-merge não fica muito atrás, sendo que mostrou valores de energia anual consumida a rondar os 87 TWh, e uma emissão de CO2 de 48 Milhões de toneladas. Contudo, no que diz respeito ao lixo eletrónico existe uma redução enorme devido à utilização de GPUs na mineração, em vez das tradicionais ASICs utilizadas na rede de Bitcoin.
Diminuir o impacto ambiental
Conseguir diminuir o impacto ambiental destes tipos de redes de criptomoedas tem sido um dos temas mais discutidos pela comunidade. Pois, mesmo com as diversas regalias que a utilização destas redes de moedas digitais trazem, o impacto ambiental continua a ser muito significativo.
A atualização da rede Ethereum para o Ethereum 2.0 é dada como um enorme passo para essa maior sustentabilidade ambiental por parte das redes que utilizam o método proof of stake. Investigadores e analistas, apontam que esta atualização levará a que o consumo energético caia cerca de 99%, provocando, também, uma diminuição muito significativa das emissões de carbono.
Para além destas principais redes, existem outras que tiveram o imenso cuidado de criar sistemas eficientes. Existe o caso das redes de Cardano (ADA), Algorand (ALGO) e Ripple (XRP) que apresentam um enorme foco nas eficiências energéticas, apresentando métodos com eficácias semelhantes às das redes proof-of-work, mas com níveis de gastos energéticos muito reduzidos.
Ações a serem tomadas
Nos dias de hoje, já se entendeu que as criptomoedas vieram para ficar, e por essa razão é necessário conseguir tomar medidas para que o impacto ambiental dessas redes seja cada vez menor. Diversas redes, como o Bitcoin e o Ethereum, têm desenvolvido métodos para se tornarem cada vez mais amigas do ambiente. Promovendo a que este setor seja mais transparente e adote, cada vez mais, iniciativas de mineração sustentáveis e benéficas para o ambiente, permitindo, até, uma descarbonização por completo.
Estas ações, não só aumentam a credibilidade das redes de criptomoedas, pois mostram que estão atentos às preocupações atuais da sociedade mundial, mas também, a sustentabilidade das moedas digitais para o futuro que se adivinha.



