1ª semifinal do Festival da Canção: Diogo Clemente levou a melhor canção mas não o melhor intérprete

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Decorreu ontem, domingo, a primeira semifinal do festival da canção RTP.

 

A expectativa era grande. As famílias voltaram a aderir e a ter curiosidade pelo festival. O efeito Salvador Sobral, que inclusive apareceu no estúdio, resultou. Resultou em demasia.

 

Foi constrangedor a tentativa de cópia da fórmula Salvador. Compositores e letristas não estiveram propriamente inspirados. As canções estiveram longe de ser excelentes. Mas houve uma a destacar-se pela positiva. “Só por ela” de Diogo Clemente é, de facto, uma excelente canção que saiu prejudicada por um intérprete que não a soube potenciar. Peu Madureira acabou por vencer a primeira semifinal mas a sua interpretação não foi excelente. Digamos que a canção é tão boa que conseguiu atenuar as falhas da sua actuação.

 

 

Sendo este um texto de opinião, assumo que nem sempre gosto do trabalho de Diogo Clemente enquanto músico, compositor e até produtor. Mas que tem um talento acima da média, isso que ninguém duvide. É justo o reconhecimento que ontem teve. Mas pode e deve em conjunto com o seu intérprete melhorar a performance de Peu. E acredito que na final, veremos uma interpretação mais de acordo com qualidade do tema.

 

Janeiro tentou ser um Salvador. Errou. As cópias nunca são iguais ao original. Tem talento. Mas não chega. Foi imaturo na postura, quando na interpretação até esteve bem.

 

José Cid continua numa espiral evitável. Demasiado má, para o estatuto que tem na música portuguesa, a canção que levou ao Festival da Canção. Não representa Portugal e nada trouxe de novo à tão proclamada, por si, criatividade que alega ainda ter.

 

“Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada” de Júlio Resende, com interpretação de Catarina Miranda, é um tema bem conseguido e há que elogiar o pianista pela escolha da intérprete.

 

Os restantes temas acabaram por demonstrar que a qualidade ficou aquém do esperado. Tudo muito repetitivo e sem interesse. A música portuguesa vale muito mais do que isto. Pela positiva só mesmo o facto de todos terem cantado na língua de Camões e Pessoa.

 

Destacam-se ainda as homenagens a Carlos Paião e a Dina, justas e bem conseguidas.

 

Qualificados:

“Só Por Ela” – Peu Madureira (10J + 12T = 22 pontos)

“(sem título)” – Janeiro (12J + 4T = 16 pontos)

“Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada” – Catarina Miranda (8J + 8T = 16 pontos)

“Para Te Dar Abrigo” – Anabela (3J + 10T = 13 pontos)

“Eu Te Amo” – Beatriz Pessoa (4J + 7T = 11 pontos)

“Anda Estragar-me os Planos” – Joana Barra Vaz (7J + 1T = 8 pontos)

“Zero a Zero” – Joana Espadinha (5J + 2T = 7 pontos)

 

Eliminados:

“Sem Medo” – Rui David (2J + 5T = 7 pontos)

“O Som da Guitarra é a Alma de um Povo” – José Cid (1J + 6T = 7 pontos)

“Alvoroço” – JP Simões (6J + 0T = 6 pontos)

“Com Gosto Amigo” – Rita Dias (0J + 3T = 3 pontos)

“Austrália” – Bruno Vasconcelos (0J + 0T = 0 pontos)

“A Mesma Canção” – Maria Amaral (0J + 0T = 0 pontos)

 

Informação: J- Pontos do Júri

T- Pontos do Televoto

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Notícia publicada a 19/02/2018


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