Qualquer jogador de futebol dirá que jogar em casa torna tudo mais fácil. O conhecimento do terreno, das condições, o público maioritariamente do nosso lado…

O mais perto que eu tenho de jogar em casa, no que a auditórios diz respeito, é o Centro Cultural Olga Cadaval. Cresci no concelho de Sintra, grande parte da família e dos amigos são dali e já pisei os dois palcos do Olga Cadaval muitas vezes, como convidado e em concertos meus.

Ali apresentei os meus três anteriores discos, mas só ao quarto arrisquei o grande auditório, baptizado de Jorge Sampaio. Era portanto um concerto especial e eu quis que a noite de 15 de Fevereiro fosse cheia de surpresas e novidades para aqueles que há muito me acompanham.

Foi este pensamento que me levou a convidar a Orquestra do Conservatório de Música de Sintra, que por sinal está sediada na mesma freguesia onde cresci: Rio de Mouro. E aqui páro para explicar uma coisa, em forma de agradecimento: só com a preciosa ajuda da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, que tanto tem acarinhado o meu trabalho, foi possível viabilizar um espectáculo com mais de vinte músicos em palco…

À Orquestra, que tocou maravilhosamente os fantásticos arranjos feitos pelo Irrevogável Paulo Loureiro, juntei três convidados muitos especiais: o trovador Fernando Pereira, o lusófono Luiz Caracol e o fadista Rodrigo Costa Félix. Três talentosos amigos que acrescentaram outras cores e momentos únicos.

Aproveitei ainda para estrear uma nova canção, fruto de uma parceria recente com alguém que sigo e admiro há muitos anos: o jornalista (e letrista) João Gobern. Para aguçar o apetite dos que perderam o momento, deixo-vos os primeiros versos deste “Corações Paralelos”: Tu quinoa, eu bifinho | tu detox, eu bebo vinho | tu recato, eu gargalhada | Tu ginásio, eu noitada | E o que é que nos liga? Nada!

Resumindo, foi uma noite em que goleámos os nervos e os imprevistos. Os Irrevogáveis estão como o meu Benfica, respiram confiança, cumplicidade e somam vitórias!

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