Paulo Gonzo actua em Leiria, no festival dedicado ao amor: “acho de uma generosidade imensa quando chego a um sítio e as pessoas cantam as minhas músicas”

Paulo Gonzo actua em Leiria, no festival dedicado ao amor: “acho de uma generosidade imensa quando chego a um sítio e as pessoas cantam as minhas músicas”, referiu.

Paulo Gonzo actua em Leiria, no festival dedicado ao amor: "acho de uma generosidade imensa quando chego a um sítio e as pessoas cantam as minhas músicas"

Texto e Entrevista: Rui Lavrador
Fotografia: Rute Nunes e Carlos Pedroso

Paulo Gonzo actua, a 14 de Fevereiro, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, num espectáculo integrado no Festival Montepio às vezes o amor.

À margem da apresentação à imprensa, Paulo Gonzo abordou o espectáculo e ainda o novo tema, Não Dá, além de falar sobre a carreira que o colocou como um dos nomes maiores da música portuguesa.

As próximas ainda não as fiz, mas até agora têm resultado. Portanto, não posso defraudar a minha clientela e os meus fregueses, como se costuma dizer“, começou por dizer sobre novos temas.

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Tendo várias canções de amor no repertório e actuando no festival que promove o amor, Paulo Gonzo recordou que “já fiz dois casamentos, um no Campo Pequeno e outro na Praça de Touros de Almeirim, é verdade e foi no ano passado. Mas não vou abrir nenhuma empresa de casamentos e batizados“, referiu entre risos.

Acho que isso acaba por ser um reflexo de que as pessoas se revêm na minha música, que foram, são e serão, espero eu, muito marcantes para as pessoas“, acrescentou.

Significa também que a música estava lá, no momento certo, refiro-me por exemplo aos Jardins Proibidos, que é uma música que não tem tempo. Tal como o “Sei de cor”, o “Dei-te quase tudo”. Mas o tema ‘Jardins Proibidos’ é quase sempre a canção com a qual as pessoas se casam“, destacou.

Recentemente lançou um novo tema e que está a ser um grande sucesso.

O ‘Não dá’ é uma música extraordinária, ao nível dessas músicas que acabámos de falar. Tem tido uma aceitação fabulosa, fomos felizes nessa canção, o texto é extraordinário, a melodia também e depois a interpretação é muito orgânica, muito física“, explicou.

Eu dou muita atenção à interpretação e às palavras, e interpretar não é debitar palavras. É agarrar no texto, no conceito do tema e dar nuances. É difícil cantar baladas, tem espaços longos, e uma das coisas que aprendi ao longo dos anos é a respiração e os silêncio, é isso que atrai as pessoas“, referiu.

O Frank Sinatra dizia que para ser um grande artista bastava 10% de talento, 10% de sorte e o resto é trabalho. Ou seja, 80%. Se tiver uma grande melodia e um texto fraco não funciona, se tiver um bom texto e uma má melodia não funciona. Se trabalhar e conseguir ambas as coisas com qualidade, tem sucesso“, exemplificou.

Sobre o segredo para o sucesso da sua carreira, foi claro: “Acho que se deve à verdade, à intuição, ao instinto e respeito pelas pessoas. A gestão de carreira muitas vezes não se faz ao metro. Olha o Rod Stewart onde anda, entre outros, falo dos antigos que ainda estão cá, porque são bons, marcaram as pessoas. A música serve para isso. Eu levo isto muito a sério.  A minha responsabilidade agora é acrescida, acho de uma generosidade imensa quando chego a um sítio e as pessoas cantam as minhas músicas. Estão aquelas duas horas ali apenas para estarem bem, é de uma generosidade sem fim. Não posso defraudar as pessoas. Como gosto de pessoas e vivo as pessoas, não quero defraudar“.

Eu sou uma pessoa igual às outras, sou um trabalhador, apenas o meu trabalho é mais exposto e isso é preciso fazer com humildade. Não sei o que é o vedetismo. Pago impostos igual aos outros“, continuou.

Para o concerto em Leiria, referiu: “Vão esperar exactamente aquilo que querem ouvir, há uma expectativa também com o novo tema, Não Dá, estreei na passagem de ano no Terreiro do Paço, tinha poucos dias e a reação foi maravilhosa“.

Vamos ter os grandes sucessos. A interpretação é sempre diferente, será um espectáculo mais intimista“, rematou.

Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.

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