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Pedro Alves emociona-se no Alta Definição e recorda acidente que mudou a sua infância

Pedro Alves emociona-se no Alta Definição e recorda acidente que mudou a sua infância, em conversa com Daniel Oliveira.

Conflitos familiares e reconciliação com a mãe

O ator e humorista Pedro Alves foi o convidado de Daniel Oliveira no programa Alta Definição, transmitido pela SIC no sábado, 20 de setembro. Durante a conversa, falou sobre a relação com a mãe e revelou momentos de tensão e reconciliação.

O artista confessou que houve uma fase em que não falava com a mãe durante meses: “Cheguei a estar a viver em casa dos meus pais e não falei com a minha mãe durante seis meses. A minha mãe estudou enfermagem, veio de uma família de agricultores. Ter tirado o curso já foi uma coisa fora da norma. E ela tinha sonhos para os filhos dela, queria que eu fosse engenheiro. Queria que eu fosse para o conservatório de piano, depois o dedo safou-me”.

Além disso, Pedro explicou que os conflitos surgiam das diferentes expectativas: “Sonhou com essas coisas todas e eu saí completamente fora da caixa. Chocávamos de frente por causa das namoradas, porque eu chegava tarde, por tudo e mais alguma coisa”. Apesar das divergências, o amor prevaleceu: “Mas é a minha mãe, tenho um amor imenso por ela. Hoje em dia rimo-nos com estas coisas todas, obviamente. Foi ela que me ensinou a andar de carro”.

O acidente que marcou a infância

Outro momento forte da entrevista foi a recordação de um acidente elétrico que lhe fez perder parte de um dedo aos sete anos. Pedro contou os detalhes da tragédia: “Naquela altura, as instalações elétricas não tinham disjuntores. Eu não sabia estar quieto, eu e outro amigo decidimos ir brincar para baixo do soalho de uma casa que estava em obras mas tinha corrente elétrica”.

O episódio transformou-se rapidamente em drama: “Entrámos no buraco para ir brincar com os carrinhos, era o nosso sítio secreto. Estava lá um fio solto, pus lá a mão e foi uma das sensações que eu ainda tenho na cabeça. Senti tudo a encolher em mim, uma coisa brutal. Depois de me safar, comecei aos berros, o meu amigo foi chamar outra pessoa para desligar a corrente e eu fiquei lá agarrado ainda bastante tempo. A seguir a isso, havia um cheiro a queimado. O dedo ficou todo queimado, saiu a ponta”.

Pedro Alves concluiu refletindo sobre a sorte que teve: “Pus o dedo no sítio e fui ao barraco das ferramentas buscar fita isoladora para enrolar. Depois fiquei com bolhas, mas tive sorte porque a minha mãe era enfermeira e conhecia um cirurgião que tratou de mim. Ia ser muito complicado, queriam cortar-me tudo”.

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