Pedro Chagas Freitas: “A perda não esmorece o amor, a vontade indómita de amar”

Pedro Chagas Freitas: “A perda não esmorece o amor, a vontade indómita de amar”, referiu o escritor nas redes sociais.

Escritor fala sobre o pai e a importância de amar

O escritor Pedro Chagas Freitas publicou nas redes sociais uma mensagem profunda sobre a perda do pai e o valor do amor na vida.

Nas palavras do autor, “Perdi o meu pai para abraçar e quero amar cada vez mais, sempre mais, o que amo. A perda não esmorece o amor, a vontade indómita de amar, de ocupar os vazios com amor, há outra maneira de ocupar um vazio de amor do que com amor? Quero amar. Amar profundamente. Sem freio, sem perder tempo, sem meias-palavras, sem meios-gestos, sem comedimentos estéreis, ocos.”

A vida e o amor como prioridade

Pedro reflete sobre a relação com familiares e a importância de estar presente: “Sou uma pessoa que precisa de pessoas, que precisa do amor das pessoas, da pele das pessoas, do sorriso das pessoas, da verdade das pessoas, das palavras das pessoas, do olhar das pessoas. Sou uma pessoa que precisa de pessoas. Preciso do meu filho, da minha mulher. Preciso da minha mãe, da minha irmã, dos meus sobrinhos, da minha avó, dos meus tios, de todos os que amo.”

O escritor ressalta que a perda ensina sobre quem somos e o que valorizamos: “Quando perdemos alguém, sabemos mais sobre quem somos, sobre quem queremos ser, sobre quem queremos ter. Quero, acima de tudo, tempo. O tempo que aproveitei muito com o meu pai, mas que poderia ter aproveitado mais. Podemos sempre aproveitar mais.”

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O amor como legado

Pedro Chagas Freitas conclui que o amor é a verdadeira herança: “Se algo ficar de mim neste mundo, será o amor que dei, o amor que recebi, o amor que fiz tudo para não guardar. O amor não é para ser mantido numa caixa-forte, incólume. O amor é para ir para a luta, para o dia-a-dia. O amor é para sujar, para depois limpar, para depois voltar a sujar. O amor é para esfregar contra a vida, é assim que o esfregamos contra a put@ da morte. Os mais recordados podem não deixar herança; mas deixam saudade.”

O texto integra ainda a divulgação da obra do autor: O Hospital de Alfaces, disponível em todos os hipermercados e livrarias.

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