Pedro Chagas Freitas partilha momento com o filho e deixa reflexão sobre empatia: “Acho que é bem capaz de ser a melhor maneira de não sermos vilões”, disse.
Uma ida à Feira de Velharias, em Espinho, serviu de ponto de partida para uma nova reflexão de Pedro Chagas Freitas nas redes sociais.
Num registo intimista, o autor cruzou a paixão do filho pelo universo do Batman com uma ideia mais profunda sobre empatia e compreensão do mal.
“O Joker teve poucos abraços, não foi?”
O texto começa com uma pergunta simples, mas carregada de significado:
“— Pai, o Joker teve poucos abraços, não foi?”
A frase surge após um dia passado em Espinho. Segundo o escritor, a visita não foi à praia, mas sim à Feira de Velharias.
Nesse passeio, a procura não era apenas por objetos antigos. Era, acima de tudo, pela imaginação e pelas histórias.
A paixão pelos vilões do Batman
Pedro Chagas Freitas descreve o entusiasmo do filho pelo universo do super-herói. No entanto, não é exatamente o Batman que o fascina.
“Hoje fomos a Espinho. Não fomos à praia; fomos à Feira de Velharias. Andamos pelo país a procurar o que amas, o que te faz sonhar, imaginar histórias, contá-las, vivê-las. És tão bonito naquilo que gostas, naquilo que amas. Agora estás apaixonado pelo Batman. Não é bem o Batman; são os vilões do Batman.”
Assim, o foco recai sobre as figuras consideradas más.
O escritor sublinha que o interesse do filho vai além da superfície das personagens. Há uma vontade de compreender.
Entender o mal sem o justificar
Na publicação, o autor explica que o fascínio pelos vilões nasce da tentativa de perceber as suas origens.
“Tens um fascínio pela empatia: queres saber de onde vêm os maus, porque são assim, que caminho os levou até aqui. Não os desculpas; tentas não odiá-los.”
Além disso, acrescenta uma reflexão sobre o ódio:
“O ódio vem da ignorância, do desconhecimento.”
Dessa forma, o texto aponta para a importância de conhecer antes de julgar.
A raiz do mal como aprendizagem
Por fim, Pedro Chagas Freitas aprofunda a ideia de que compreender pode ser uma forma de prevenir.
“Queres conhecer quem faz o mal, queres conhecer a raiz do mal, entender como se evita que mais vilões venham desse caminho, dessa viagem. Acho que é bem capaz de ser a melhor maneira de não sermos vilões.”
Assim, a partilha transforma uma conversa entre pai e filho numa reflexão sobre empatia, responsabilidade e humanidade.
Num cenário simples, entre brinquedos e histórias de banda desenhada, o escritor deixa uma mensagem clara: compreender pode ser o primeiro passo para não repetir o erro.
Veja a publicação AQUI.
