Persistir na presença solitária!

Persistir na presença solitária! Um artigo de Raul Tartarotti.

Persistir na presença solitária!

Não há necessidade de esperar tanto tempo para cair na real, ou no chão, como ocorreu com o meteorito contrito ordinário, santa filomena, que se alojou em nosso planeta após vagar solitariamente por 4,5 bilhões de anos no deep space.

Ao esculpir sua vida dura como pedra, não sonhe com o além túmulo por causa de uma saudade imensa de alguém que se foi, porque o indivíduo “morde e assopra” e deixa os que ficaram por aqui “pisando em ovos” com uma incômoda impressão de impotência.

Por isso, viver com a expectativa que somente após a morte exista amor e felicidade, pode ser arriscado para seus projetos nesse plano de agora.

Erros fazem parte da escrita inclusive dos gênios, muitas experiências boas nasceram após uma lista de modificações durante o percurso de uma jornada.

Leonardo da Vinci, por exemplo, esculpiu Moisés com chifres, após ler na Bíblia os detalhes de como ele desceu da montanha. Leonardo foi vítima de uma tradução mal feita da Bíblia, escrita por São Jeronimo, que ao invés de escrever Karan sobre a descida de Moisés, que significa adornado por feixes de luz, escreveu Keren, cabeça adornada por chifres. 

E assim, nós, comuns mortais, apreciamos a escultura de Moisés com dois pequenos chifres na cabeça, tentando imaginar o porquê dessa alegoria acompanhando o profeta e líder mais importante da tradição judaico-cristã. 

Dessa mesma forma o erro de qualquer outro pode ser a origem de uma atitude mal interpretada por toda uma vida.

Mas não é por isso que você deva se amargurar e isolar de todos após alguns eventos de magnitude duvidosa. 

No Japão os eremitas do século XXI que vivem numa caverna tecnológica, são chamados hikikomori que seria algo como “puxando para dentro”, de si. 

Eles acabam por construir uma cova em suas almas de tanto persistir na presença solitária com seu umbigo. 

A vida desses indivíduos é marcada pela exigência de um padrão que dificulta a ação de quem está ao redor. 

Por isso que esse extremo não é bem-vindo para nossa saúde mental e social. 

Bons e maus exemplos não nos tornam donos das coisas, as coisas é que são donas de nós, e a vida acaba por girar em torno delas, que sequestram as emoções por instantes longos e amargos.

Como o leitor é um autor duplicado, seja o centro de suas metas e sonhos virais, bem antes que o todo-poderoso lhe tome em seus braços, mesmo que você já tenha pago um preço caro em suas escolhas.

Nota: Artigo redigido em português do Brasil.

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