Polémica entre Joana Amaral Dias e RTP devido a queixa apresentada contra a psicóloga e política do partido ADN.
Acusação de entrada em instalações da RTP
A RTP, em conjunto com a antiga diretora-adjunta de informação Joana Garcia, apresentou uma queixa-crime contra Joana Amaral Dias e Bruno Fialho, candidatos do ADN às eleições europeias de 2024. A acusação refere que, em 21 de maio, os dois políticos entraram nas instalações da televisão pública sem autorização e transmitiram imagens em direto para as redes sociais.
Na mesma noite, decorria um debate com representantes do PS, AD, Chega e CDU. A RTP sustenta que apenas os candidatos oficialmente convidados e os seus acompanhantes tinham permissão para estar presentes.
Alegações de acesso ilegítimo
Segundo a RTP, os representantes do ADN, insatisfeitos por não terem sido convidados para o debate, estacionaram junto à sede e dirigiram-se ao portão principal, anunciando que iriam participar no programa. Um segurança permitiu a entrada, mas sem autorização da administração.
O serviço público de televisão considera este ato um acesso ilegítimo às suas instalações, justificando a queixa formal.
Gravações sem consentimento
O processo indica ainda que Joana Amaral Dias e Bruno Fialho filmaram a interação com membros da RTP, incluindo Joana Garcia, sem o seu conhecimento, transmitindo imagens em direto. A televisão pública alega que esta gravação constitui dois crimes de gravações ilícitas, além do crime de introdução em espaço vedado, mantendo a intenção de exigir indemnização cível.
Reações das partes envolvidas
Ao Correio da Manhã, fonte oficial da RTP não comentou o caso. Por outro lado, Joana Amaral Dias refutou as acusações: “A queixa da RTP é mentirosa. Eu não invadi nenhumas instalações, o segurança abriu-me as portas. E o que filmei é do interesse público porque, mais uma vez, a RTP violou a lei ao não nos convidar para o debate”.
A psicóloga clínica acrescentou ainda: “Gostaria que a queixa tivesse sido feita por Joana Garcia em nome próprio, mas não foi. Não tem nada de ser patrocinada pelo dinheiro público”.




