
Rafael Sousa: “Por muito que o meu futuro possa rumar noutra direção, a música estará sempre lá”, disse o artista em entrevista ao Infocul.pt.
Depois de no ano passado ter editado o single “O Mundo não pára”, Rafael Sousa lançou, este mês, mais um single intitulado “Parei no Tempo”.
Filho de Luís Guilherme, Rafael Sousa é natural do Algarve e lança-se agora no mundo da música, um mundo com o qual sempre conviveu desde que nasceu. Para breve, está a edição de um EP.
Em entrevista concedida ao Infocul.pt, Rafael Sousa falou sobre o mais recente single e também do seu percurso pessoal e profissional, além das referências que tem no meio musical.
Quem é Rafael Sousa?
Encontro sempre dificuldade ao auto descrever-me. Sou sonhador e persistente, isso sei de certeza. São duas características transversais tanto a nível pessoal quanto profissional. Desistir não entra no meu vocabulário, mas tenho consciência que, apesar de sonhar alto, sou realista, ou ao menos tento ter os pés bem assentes na terra. São aspetos que influenciam muito a minha forma de ver o mundo e sobretudo como experiencio música.
A música foi sempre um objectivo profissional ou surgiu no caminho?
A música está presente em mim desde que nasci. Faz parte de mim e é o meu porto de abrigo. Se me tirarem a música do caminho, eu não sei o que fazer, por isso digo que o meu destino é a música, seja de que forma for. Por muito que o meu futuro possa rumar noutra direção, a música estará sempre lá.
O seu primeiro tema foi lançado no ano passado. Qual a reacção do público?
Muito positiva, não esperava de todo uma receção daquelas. Todos os que me acompanhavam já nesta jornada, desde os tempos áureos dos covers no Youtube, ficaram estupefactos com a minha evolução e eu também senti essa evolução. Para quem me passou a conhecer, creio que foi um ótimo cartão de visita para descobrirem o que de melhor sei fazer, que é cantar. E quando se trabalha com excelentes profissionais o resultado só pode ser incrível.
Lança agora o segundo tema. Qual a mensagem desta canção?
“Parei no Tempo” segue uma linha temporal e de pensamento. Comecei por dizer que “O Mundo Não Para” e que, independentemente de tudo e todos, não podemos parar, mas às vezes o universo prega-nos partidas e por vezes paramos no tempo. Claro que o tema do amor está mais concentrado nesta canção, mas quis, de certa forma, passar mais do uma mensagem através das minhas canções. Quero que o tema se possa adaptar a qualquer sentimento.
Editará, em breve, um EP. O que já pode ser revelado desse EP?
Bem, o EP contará com três temas, dois dos quais já foram revelados. Só falta um e em breve também o poderão ouvir. O meu objetivo com este EP é afirmar-me como artista e que nele oiçam várias facetas minhas, que descubram um pouco mais de mim.
Num mercado musical sobrepovoado, o que pode trazer de diferente para singrar?
Voz, mesclada com soul. Faltam vozes fortes e potentes no nosso panorama musical. Vozes que consigam ecoar nas mais belas melodias e que façam o público sentir algo de forma mais pujante.
É natural do Algarve. Questiono se isso traz maior dificuldade para conseguir mostrar o seu trabalho?
Completamente. Em termos de talento estamos de boa saúde, mas existe uma escassez extrema em termos de oportunidades. Tudo se concentra na capital e não existem tantas iniciativas “por aí além” para artistas R&B/POP. As bandas de garagem e alternativas tem o seu espaço e bem, mas pouco mais existe. E nem todos, enquanto artistas e aspirantes a artistas, têm a possibilidade de se deslocar para Lisboa em busca do sonho. É muito difícil.
Quem são as suas grandes referências?
Sou “old school”. Para mim artistas como a grande Whitney Houston marcaram muito a perspetiva como vejo, canto e sinto uma canção. Jessie J é outra grande referência (mais atual) e talvez a presença musical mais forte na minha adolescência. Mas a paixão pela música partiu do meu pai, Luís Guilherme. Ele foi a minha escola, a minha base e sempre será a minha maior referência musical.
Como define a sua música?
Muito simples, cheia de garra.
