Reportagem: Sporting goleia Braga em noite de mão cheia de golos em Alvalade

Reportagem: Sporting goleia Braga em noite de mão cheia de golos em Alvalade, esta quarta-feira.

Reportagem: Sporting goleia Braga em noite de mão cheia de golos em Alvalade

Texto: Diogo Nora

Fotos: Rute Nunes e Carlos Pedroso

Equipas Titulares

Sporting: ( 3x4x3 ) Adan, St. Juste, Coates (C) (Matheus Reis, 76’) , Gonçalo Inácio, Esgaio, Ugarte (Trincão, 62’) , Morita (Tanlongo 62’) , Nuno Santos (Arthur 76’), Edwards (Fatawu 76’), Chermiti e Pedro Gonçalves.

Sporting de Braga: ( 3x4x3 ) Mateus (C) , Tormena, Niakaté, Paulo Oliveira, Sequeira (Borja, 82’), Musrati (Pizzi, 82’), Racic (André Horta, 58’) , Vitor Gomez, Abel Ruiz, Banza (Rodrigo Gomes, 58’) e Iuri Medeiros (Joe Mendes, 67’)

Suplentes

Sporting: Franco Israel, Matheus Rei, Sotiris, Neto, Rochinha, Trincão, Fatawu, Tanlongo e Arthur 

Sporting de Braga: Tiago Sá, Serdar, Rodrigo Gomes, André Horta, Alvaro Djaló, Mendes, Pizzi, Cristian Borja, Castro

Noite fria em Alvalade, com o mercúrio a tocar nos 9 graus, com uma ligeira brisa.

Na bancada bracarense marcaram presença cerca de 100 adeptos para ver o jogo num dia de semana às 21:15.

Antes do jogo, exibido nos ecrãs gigantes um vídeo da despedida de Pedro Porro, que nesta janela de transferência foi transferido para a equipa inglesa do Tottenham, ovacionado pelo estádio. Um vídeo finalizado com a mensagem “Obrigado “Porrito”. Nas bancadas afetas à claque Brigada, foi possível ver a exibição de uma tarja onde era possível ler “ultras not dead”, uma clara mensagem de força para os cerca de 30 detidos hoje, numa operação da PSP, de forma a tentar travar o crescimento da cultura “Casual” em Portugal.

Nos minutos iniciais, a equipa visitante manteve a posse de bola, efetuando alguns passes curtos, e consequentemente, um passe longo, de forma a aproveitar a profundidade dada pelo francês Banza, estando algumas vezes numa situação de 1×1 com o capitão leonino. No  plano defensivo a equipa forasteira apresentou-se num claro 5x2x3, privilegiando assim o condicionamento da saída de jogo da equipa leonina.

O Sporting chegou ao golo aos 9 minutos de jogo, pelo nipónico Morita, na sequencia de um canto. Aos 12 minutos de jogo foi bastante audível as claques de ambos os clubes entoarem cânticos contra a Liga e os horários dos jogos.

Em mais uma jogada de perigo, foi possível observar Inácio a sair da zona de pressão com a bola controlada e a jogar no lado contrario, onde estava Esgaio completamente só, ao receber orientado para o corredor central, foi possível observar o overlap de St. Juste, numa clara intenção de superioridade no corredor, ficando assim o portador da bola com 3 linhas de passe, e com a opção ainda para continuar a progredir no terreno.

Depois do golo foi possível observar a equipa da casa pressionar muito mais o portador da bola, condicionando assim a saída a jogar, e posteriormente “asfixiar” o Braga. No plano ofensivo leonino, podemos observar que quando saem a jogar pelo seu corredor esquerdo, Nuno Santos, baixa trazendo assim o seu adversário e cria assim espaço no corredor para Pote conseguir penetrar com mais facilidade na defesa adversária.

Edwards foi um dos jogadores mais influentes na ofensiva leonina. Sempre muito solicitado, assim como Ugarte. O Braga mostrou-se sem soluções interiores, para sair na construção, o que dificultava a progressão no terreno, apenas conseguido com bolas longas.

Viveram-se alguns momentos de aflição, depois de um choque entre Nuno Santos e Vitor Gomez. 

A equipa liderada por Nuno Almeida, concedeu 4 minutos de compensação. Ao intervalo as equipas do SCP de Ténis de Mesa, Basquetebol subiram ao relvado, para serem ovacionadas depois das conquistas recentes.

O inicio da 2ª parte não poderia ter começado melhor para a equipa leonina. Com 2 homens do braga prostrados no chão, Morita fez o segundo golo da conta pessoal e do jogo. A equipa bracarense viu-se a jogar em inferioridade numérica desde os 49 minutos, com a expulsão do defesa Niakité, após ver o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho. Desde então, o jogo tornou-se mais partido, beneficiando assim a equipa da casa, que aproveitou o apoio vindo das bancadas, para alavancar assim o seu futebol ofensivo. Uma equipa focada em ter bola, onde não se notou a falta do espanhol Pedro Porro, e onde foi possível vislumbrar alguma ansiedade no jovem Chermiti.

Com a equipa forasteira enfraquecida, Edward fez o terceiro golo da noite, depois de uma grande movimentação de Chermiti, que veio de dentro para fora, arrastando o central com ele, criando assim espaço para o inglês finalizar com sucesso.

Foi possível observar algumas lacunas na equipa bracarense, estando sempre em inferioridade quando a equipa do sporting tinha posse de bola nos corredores, estando quase sempre numa situação de 3×1 , no corredor direito. Esgaio voltou a criar “bruá” no estádio de Alvalade, depois de um excelente pormenor no corredor direito. Iuri Medeiros foi substituído aos 65’, e foi possível ouvir alguns adeptos sportinguistas a aplaudir o açoriano formado na academia de Alcochete.

O guardião leonino foi um mero adepto na 2ª parte do jogo. A equipa de Alvalade dominou a partida, tendo sempre mais ocasiões de golo. A equipa orientada por Ruben Amorim, parece refeita depois da derrota com o Futebol Clube do Porto, para a Taça da Liga.

O Braga teve o seu primeiro canto aos 70’ de jogo. Os bracarenses demonstram alguma apatia com a falta de Vitinha, jogador que se transferiu para o Marselha neste mercado de inverno, sendo assim a venda mais cara do clube minhoto.

Os pupilos de Artur Jorge demonstraram algumas fragilidades no seu futebol ofensivo, uma vez que procuravam sempre jogar pelo corredor exterior, o que condicionou assim o jogo ofensivo dos bracarenses.

Aos 75’ Ruben Amorim fez uma tripla substituição, refrescando a equipa com as entradas de Matheus Reis, Arthur e Fatawu, saindo assim Coates, Edward e Nuno Santos. Nesta noite fria de inverno estiveram 26.338 espectadores em Alvalade.

O antigo Jogador do Benfica, Pizzi, foi assobiado pela assistência de Alvalade. No últimos 10’ do jogo o Braga demonstrou-se mais ofensivo, criando algumas situações de perigo para a baliza de Adán. Quem saiu mais cedo de Alvalade não viu o grande golo de Matheus Reis que fez o golo da noite em Alvalade, num remate de excelente execução fora de área, ampliando assim o resultado para 4-0, e tomando assim ainda mais tons de goleada. A equipa verde e branca não desistiu ainda do resultado, e foi possível ouvir das bancadas do José de Alvalade alguns olés, parecendo que estávamos no Sagres Campo Pequeno a assistir a uma tourada. 

A equipa de arbitragem concedeu 3’ de compensação. Aos 90+1’ foi assinalado penalti para o Sporting, e as bancadas pediam que fosse Esgaio a marcar, mas Pote assumiu a responsabilidade, e elevou assim o resultado para a mão cheia de golos.

O árbitro depois do golo terminou o jogo, ficando assim o resultado em 5-0. A equipa bracarense sofre assim mais uma pesada derrota em alvalade. O MVP do jogo não poderia ser outro jogador senão o nipónico Morita.

Os adeptos bracarenses apuparam a equipa no final do jogo.

Árbitro: Nuno Almeida

Árbitros Assistentes: André Campos e Pedro Felisberto

4º Árbitro: Marcos Brazão

Vídeo Árbitro: Hugo Miguel

AVAR: Bruno Vieira

Assistência: 26.338 espectadores

Disciplina: Cartão Amarelo a Niakité (31′); Niakité (49´); Coates (77’). Cartão Vermelho a Niakité (49’).

Golos: Morita (9´); Morita (46´); Edwards (61’); Matheus Reis (86’); Pedro Gonçalves (90+ 3’)

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