Ricardo Martins Pereira defende Cristina Ferreira, “falou em nome de milhares e milhares de mulheres que se sentiram humilhadas, enojadas”, destacou.

Ricardo Martins Pereira escreveu um artigo na Magg, em que aborda o artigo de Alexandre Pais a falar sobre o físico de Cristina Ferreira e Maria Botelho Moniz.
O Arrumadinho, como também é conhecido, destacou que “é muito mais fácil não tentar, ficar quieto, viver sem criar ondas”, mas que isso “dá muito menos gozo”: “Só quem erra e dá cabeçadas na parede, quem se espalha ao comprido vezes e vezes, é que sabe o gozo que dá aquele momento em que a vida vira e se está lá em cima novamente, a saborear uma conquista, seja comprar uns Louboutins, seja a beber um champanhe com amigos, seja sozinho, em casa, na cama, num momento de introspeção — quem consegue estas conquistas sabe o que isto é”.
“Seria muito fácil para uma mulher como Cristina Ferreira estar sempre calada e seguir com a sua vida, que tem tudo para ser boa”, referiu.
Acrescentou que “ela prefere — e já o prefere há muitos anos — andar às cabeçadas com meio mundo a fazer as coisas que lhe dão gozo, as coisas em que acredita e a dizer aquilo que pensa, concorde-se ou não, goste-se ou não”.
“E com isso paga uma fatura elevadíssima: a de não viver na paz dos tolos, dos que se calam perante tudo, porque falar é chato e vai trazer problemas”, continuou.
“Também agora Cristina Ferreira não tinha necessidade de falar publicamente sobre o ataque que sofreu — ela e Maria Botelho Moniz — por parte do cronista do ‘Correio da Manhã’ Alexandre Pais. Mas falou. E falou em nome de milhares e milhares de mulheres que se sentiram humilhadas, enojadas, com o que foi escrito”, destacou Ricardo Martins Pereira.
“Ter capacidade de influência não deve servir só para vender carteiras, produtos de maquilhagem ou viajar à borla. Deve servir para ajudar a mudar a sociedade de acordo com aquilo em que acreditamos”, concluiu.
“Cristina pode até não fazer tanto quanto queria, mas tenta, e tenta e tenta. E só os que tentam é que mudam o mundo, seja o mundo global, seja o nosso pequeno mundo. Mesmo que com isso vivam sem a tal paz. A paz dos tolos”, rematou Ricardo Martins Pereira.
Recorde AQUI o artigo de Alexandre Pais.

