Ricardo Ribeiro lança novo álbum “A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” e anuncia concertos nos Coliseus em 2027, em Lisboa e Porto.
Novo disco reforça o percurso de um dos grandes nomes do fado contemporâneo
Antes de mais, Ricardo Ribeiro apresenta o seu novo álbum “A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe”, um trabalho que volta a afirmar o cantor como uma das vozes mais marcantes do fado atual.
Entretanto, o lançamento surge acompanhado por planos para apresentações ao vivo em duas das salas mais emblemáticas do país. O fadista prepara-se para subir ao palco do Coliseu dos Recreios e do Coliseu do Porto Ageas em janeiro de 2027.
Assim, o novo trabalho discográfico antecede estes concertos especiais, que prometem celebrar a carreira e o universo musical do artista.
Influências ibéricas e identidade musical marcada pelo fado
Por outro lado, “A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” apresenta um percurso sonoro onde o fado continua a ocupar o centro da narrativa musical.
Contudo, o disco não se limita a uma única tradição. Ao longo das canções surgem influências ibéricas e outras referências culturais que ampliam o horizonte sonoro do projeto.
Além disso, este novo álbum inclui dois temas já conhecidos do público. Entre eles estão “Má Sorte” e “Maré”, este último com participação da fadista Ana Moura.
A estes juntam-se ainda nove canções inéditas que completam o alinhamento do disco.
“Amanhã” é o novo single do álbum
Entretanto, a edição do álbum é acompanhada por um novo single. A canção “Amanhã” foi escrita e composta pelo próprio Ricardo Ribeiro.
Por sua vez, a produção do tema resulta de uma colaboração entre o artista e AGIR.
Além deste tema, a dupla também esteve responsável pela produção de “Má Sorte” e “Maré”.
Já os restantes temas do disco foram produzidos por Bernardo Saldanha e Manuel Oliveira.
Ricardo Ribeiro descreve a essência do novo álbum
Por outro lado, o próprio fadista partilhou uma reflexão sobre a essência artística deste trabalho. No comunicado que acompanha o lançamento, Ricardo Ribeiro explica a origem e o espírito do álbum.
“Este disco parte de uma canção de mim mesmo, que se ergue como um palácio na sombra.
Pode ser um Fado, um chamamento de Muezin, um lamento de escravo, súplica dum condenado, uma voz apaixonada desejosa de instantes ou grito de um cante escrito do outro lado do canto.
Sou um português da Ibéria oriunda dos mares, rica e profunda, sozinha e grande como o oceano que a fez.
Aqui há cantigas minhas e d’outros que fazem com que a alma em nós não caiba.
Assim num canto vivo e revelado
Vos ofereço:
“Alma só está bem onde não cabe”
E não cabe em parte nenhuma, porque quer voar para a casa deserta de passos, está em toda a parte e é igualmente passageira como a direção da sua caminhada.
Há neste caminho meu uma espécie de contentamento consciente de que não me posso resumir a uma só coisa, a uma só intenção, a uma só vontade.
Preciso cantar o sonho, a beleza, a miséria dourada que me pertence, as aparições do amor em toda a música em toda a suprema poesia.
Espero que se comovam e alegrem com este bocado de mim que vos dou com todo o coração.
Disse o poeta Raul de Carvalho:
…’Vem, serenidade,
e leva-me contigo.
Com ciganos comendo amoras e limões,
e música de harmônio, e ciúme, e vinganças,
e subindo nos ares o livre e musical
facho rubro que une os seios da terra ao Sol.
Vem, serenidade!
E pousa, mais serena que as mãos de minha Mãe”‘
Músicos e produção do novo disco
Além disso, o álbum contou com a participação de vários músicos. Entre eles estão Manuel Oliveira no piano, Bernardo Saldanha nas guitarras e Ângelo Freire na guitarra portuguesa.
Por sua vez, Rodrigo Correia assume o contrabaixo e Alexandre Frazão a bateria.
Entretanto, Ricardo Ribeiro participa também como instrumentista no tema “Amanhã”, tocando guitarra.
Já a mistura e masterização ficaram a cargo de Nuno Simões.
Coliseus recebem apresentação do novo álbum
Por fim, o novo trabalho será apresentado ao vivo em dois concertos especiais.
As datas anunciadas são:
- 23 de janeiro de 2027 — Coliseu dos Recreios, Lisboa
- 29 de janeiro de 2027 — Coliseu do Porto
Entretanto, os bilhetes para ambos os espetáculos já se encontram disponíveis.
Assim, com “A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe”, Ricardo Ribeiro apresenta um novo capítulo do seu percurso artístico, mantendo o fado como ponto de partida para uma viagem musical mais ampla.




