Segunda-feira, Setembro 27, 2021

Rosinha recorda morte do pai e concerto no dia a seguir

Rosinha recorda morte do pai e concerto no dia a seguir

Rosinha recorda morte do pai e concerto no dia a seguir, o qual fez em piloto automático.

Rosinha não conteve as lágrimas ao falar da morte do pai no ‘Conta-me’, deste sábado, 12 de junho.

O meu pai adoeceu. Começou a ficar doente, ficou cada vez pior (…) Era uma doença hepática, que passou para renal, para o pâncreas, não era nada oncológico, mas foi deteriorando ali os órgãos todos“, disse.

A doença hepática foram uns aninhos, não sei precisar quantos, mas essa doença era controlada mas ia evoluindo. Até chegar ao ponto de ele acamar mesmo e começar a deteriorar-se fisicamente… Nessa altura do meu pai eu só me perguntava: o que é que eu posso fazer? Não posso fazer nada“, revelou Rosinha.

“[A minha mãe] foi difícil, deixou de trabalhar nessa altura para ficar com o meu pai. Eu tinha os concertos, já era Rosinha… Eu vinha dos concertos, o meu pai tinha que fazer uns tratamentos às pernas e era em Lisboa e eu dizia sempre ‘meus amores, nós vamos fazer o concerto, mas temos que vir para casa. Porque eu às 6 da manhã o máximo eu tenho de sair com o meu pai para Lisboa’. Não dormia, não dava para dormir, às vezes dormia meia hora ao portão dos meus pais…“, relatou.


Rosinha revelou que estava nos Açores quando soube por telefone que o pai tinha morrido, vítima de uma doença hepática e renal. “Eu já sabia o que era. Mais uma vez o meu pai foi para o hospital e eu tinha deixado já com um amigo meu que tinha uma agência funerária a cópia dos meus documentos… Disse-lhe ‘se porventura acontecer quando eu não estiver cá, dás andamento ao que tens a fazer”, contou.

Para a cantora, não foi uma decisão fácil e de lágrimas nos olhos, revelou a Maria Cerqueira Gomes, que resolveu fazer na mesma o espectáculo que tinha programa para o dia a seguir à morte do pai. “Não valia a pena ir. O meu pai estava lá, já tinha morrido. Não podia fazer mais. No dia seguinte é que percebi como é que consegui fazer [o concerto]. Eu não tinha visto o meu pai morto, porque depois eu já não ia conseguir. Pensei assim: Não posso salvar o meu pai (…)”, confessou, em lágrimas.

A artista fez o concerto em “piloto automático” e não se recorda nada desse dia. “Do dia anterior lembro-me de alguns pormenores. Desse dia não sei nada (…) a minha preocupação nesse dia era a minha mãe”, rematou Rosinha.

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