Sexta-feira, Setembro 17, 2021

Rosinha recorda morte dolorosa do pai: “Tinha buracos no corpo que deitavam um líquido com cheiro nauseabundo”

Rosinha recorda morte dolorosa do pai: "Tinha buracos no corpo que deitavam um líquido com cheiro nauseabundo"

Rosinha foi entrevistada por Daniel Oliveira, no Alta Definição, da SIC.

Rosinha recordou o dia 1 de setembro de 2012, o dia em que foi informada da morte do pai com quem tinha uma forte relação.

O meu pai não estava bem, já há muito tempo que não estava, mas estava pior. Eu viajava. Ia para os Estados Unidos e claro que depois não venho em duas horas dos Estados Unidos para cá. Sabia que, se estivesse fora, as coisas não podiam estar à minha espera. Acabei por deixar os documentos com o Hugo (um amigo) para que pudesse dar andamento às coisas“, disse.

Eu liguei-lhe e disse: ‘Hugo, já aconteceu. Agradeço que trates das coisas’. E assim foi”, acrescentou.

Nesse dia, teve concerto nos Açores.

Foi a minha primeira vez na Terceira. O Páquito (o agente) perguntou-me se queria voltar. E eu disse que não. Eu não posso fazer mais. Pelo menos eu tinha feito tudo o que tinha conseguido pelo meu pai (…) Sabes aquele velho ditado: ‘olhos que não veem, coração que não sente’? Depois percebi que, se tivesse visto o meu pai, não tinha subido para palco”, disse, em lágrimas.

Recordou que a doença já durava há muito tempo e que o pai estava “literalmente a apodrecer em vida. Da cintura para baixo, tinha buracos no corpo que deitavam um líquido com cheiro nauseabundo”.

O meu pai gritava 24 horas por dia porque tinha dores insuportáveis (…). Quando vinha a casa, ia para casa dos meus pais para que a minha mãe pudesse dormir (…). O facto de ele partir fisicamente, descansou. Já não sentia dor. É estranho de uma filha dizer, e é difícil, mas quando o meu pai partiu eu pensei: ‘finalmente ele descansou”, rematou.

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