Rui Salvador num momento feliz da carreira “Saio das corridas sempre contente para casa”

Rui Salvador num momento feliz da carreira “Saio das corridas sempre contente para casa”, revelou o cavaleiro em declarações ao Infocul.pt.

Rui Salvador num momento feliz da carreira "Saio das corridas sempre contente para casa"

Texto: Rui Lavrador
Entrevista e Fotografia: Roberto Pingas Rodrigues

Rui Salvador completa a 9 de Agosto deste ano, 38 anos de alternativa como cavaleiro tauromáquico profissional. Sendo um dos grandes destaques nesta temporada, voltou a demonstrar o seu valor em Lavre, este domingo.

Num cartel composto por Rui Salvador, Gilberto Filipe e Diogo Oliveira, frente a touros de Monte Cadema, actuaram ainda os forcados de Évora e Coruche.

No final da corrida, Rui Salvador concedeu declarações ao Infocul.pt, abordando o seu momento, a corrida e os touros e ainda elogiando o actual momento da tauromaquia.

Qual o balanço das duas lides e dos touros que lhe calharam em sorte?

Em relação à corrida, uma coisa espectacular, uma coisa muito agradável. Há já muitos anos que não se faziam aqui corridas, voltar a dar aqui corridas, com 40 e tal graus como estavam hoje e estar a praça praticamente cheia, é francamente de louvar. É um incentivo para que continuemos a apelar a que as pessoas se manifestem de forma positiva a esta actividade tão genuína e tradicional portuguesa, ainda para mais aqui no interior. Todos os toureiros estiveram bem, todos os intervientes (toureiros, forcados, quadrilhas) deram tudo por tudo, as pessoas saem daqui animadíssimas. Em relação aos touros, o primeiro foi complicado, tentei dar a voltar da melhor forma que sei, o segundo foi mais colaborante e a coisa correu melhor, naturalmente.

Quais as novidades da quadra para este ano e em que momento se encontra a quadra e o Rui?

Tenho seis cavalos na quadra e manter-se-á nisso. Tenho uns a entrar, que começaram no ano passado, outros começaram este ano e é isso.

Há muitos anos em que não fazia 9 corridas, hoje foi a nona deste ano, e saio delas sempre contente para casa. É uma coisa agradável. E já há algum tempo que isso não acontecia. Quando aparece um cavalo que dá outra moral, as coisas modificam-se facilmente.

Celebrando, este ano, 38 anos de alternativa, o que ainda lhe falta conquistar?

Não é uma questão de conquistar. No meu caso que ando aqui há muitos anos, mais dois ou três colegas meus, é pelo gosto, pela afición, pelo prazer que temos e conseguimos transmitir às pessoas que nos veem. É um bocado inexplicável como é que alguém consegue ter uma actividade com a exigência que esta tem, ao longo de 47 ou 48 anos, que é o tempo que toureio, com 38 de alternativa, repare que é uma vida imensa. Muitas coisas que aconteceram, muitas histórias e ainda hoje continuo a surpreender-me, que é o que me dá gozo. Ainda hoje recordo aqui duas ou três coisas nos dois touros e que fazem eu sair daqui feliz.

Como encara o actual momento da tauromaquia em Portugal?

Acho que estamos em crescendo, num momento positivo e vamos continuar nesta impulsão, a ver se as coisas continuam no bom caminho.

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