Santiago Lagoá revela que a TVI o despediu por Zoom numa chamada de 3 minutos, em entrevista a Júlia Pinheiro.

Santiago Lagoá esteve no programa Júlia, da SIC, e falou sobre o despedimento da TVI.
“Fui dispensado e posso contestar a forma como foi feito”, disse.
Revelou que pensava que ia para uma simples reunião, via Zoom, uma vez que estava interessado em ter e apresentar novos desafios na estação.
“Foi um bocadinho violento. Não esperava, não havia sinais”, continuou.
“Foram três minutos muito rápidos, nos quais me comunicam que gostam muito de mim, que tenho muito futuro e essas coisas todas, mas que, infelizmente, deixo de fazer parte do projeto, deixam de ter projetos para mim e que sou livre para procurar aquilo que eu quiser, onde quiser. Na altura, nem assimilei muito bem, demorei a processar”, desvendou.
“Eu com a minha vida já organizada… Dão-me um prémio no domingo e, dois dias depois: ‘Gostamos muito de ti, mas, infelizmente, meu amigo, porta da rua serventia da casa’”.
Ressalvou que o seu profissionalismo “nunca foi posto em causa” e que a decisão foi comunicada por “pessoas que até o grande público não conhece”.
“Não posso contestar o conteúdo porque, enquanto profissional de televisão, tenho de estar apto a perceber que podem querer seguir outros caminhos. Isso é uma decisão das direções e temos de as aceitar. Posso concordar ou não, posso ter mais facilidade em aceitar ou não, mas aí faz parte. A forma não foi a mais bonita”, descreveu.
Assume que foi “difícil” de gerir, mas que tentou agir de “forma muito racional”.
“Perceber o que iria fazer, como iria comunicar às pessoas, porque eu tinha o dever de comunicar às pessoas que estava, não só fora do programa, como da estação”, disse.
“Há que aceitar e deixar que a estação siga o caminho dela para que eu também possa seguir o meu. Não quero, em momento algum, ser um estorvo no caminho deles. Apenas quero ser livre para fazer o meu caminho e ser grato à estação e muito grato às pessoas que sempre me acompanharam, que sempre me motivaram”, continuou.
Foram anos “de muita luta, de momentos inesquecíveis”, onde teve “o privilégio de trabalhar com os melhores” e onde aprendeu “com muita gente” e fez “muitos amigos”.
Emocionou-se ao ver do primeiro Somos Portugal que apresentou.
“Foi muita dedicação, foi vestir a camisola… recebi o carinho de muita gente. Eu sabia que tinha o carinho das pessoas, mas não sabia a magnitude, a escala”, contou, recordando que teve agora “uma grande onda de amor de um país inteiro”.
Depoiis, criticou as notícias que têm saído.
“Não sei de onde vêm, não sei como reagir a elas. Já estou a passar uma fase complicada, que é a da insegurança, que temos todos os dias de lidar com isto. Já não basta a insegurança, a incerteza do futuro, que eu já não sei para onde é que vai. Sei o que quero fazer, sei qual é o meu foco”, afirmou.
Explicou que queria apostar mais na representação.
“Queria me desafiar, queria crescer. Esse desafio é que nos faz melhorar, que nos faz ir para a frente. Sentia muito essa necessidade. Já tinha pedido que queria muito voltar à representação, que era um desejo muito grande que eu tinha. Nunca pedi um lugar numa novela, pedi apenas e só um acesso a um casting. Não quero ser tratado de maneira diferente, apenas quero essa oportunidade”, contou.



