Segredo doloroso de Sandro no Secret Story: concorrente revela 12 anos de maus-tratos por parte da madrasta.
Infância marcada pelo sofrimento
Durante uma conversa com colegas do Secret Story, da TVI, Sandro abriu o coração e revelou ter sido vítima de maus-tratos por parte da madrasta durante 12 anos. O barbeiro contou: “Fui maltratado durante 12 anos por uma madrasta que me torturou de todas as maneiras e feitios. Deixava-me sozinho em casa, fechado e à fome. Fiz tudo em prol de viver só com o meu pai. Nunca o consegui, o meu pai faleceu há cinco anos. Nunca consegui cumprir esse desejo. Sacrifiquei a minha infância e adolescência em prol de viver só com o meu pai. Fui obrigado a agradar a uma pessoa que me maltratava, como maneira de defesa. Nunca tive a proteção do meu pai, mas nunca senti rancor por isso. Sempre o amei muito. O meu sonho sempre foi viver sozinho com ele. Preferi sacrificar-me por ele, só para estar perto dele.”
Relação conturbada e momentos de violência
Sandro descreveu ainda a relação conturbada com a madrasta: “Nunca entendi por que é que aquela mulher me maltratou. A relação amor-ódio cria uma distorção no cérebro. Ela fazia-me isso e depois dava-me graxa.”
O concorrente detalhou um episódio extremo de violência: “Um dia, já estava tão saturado… Tinha um beliche com uma pilha de roupa que quase tocava no teto. Ela disse-me: ‘Quero a m** da roupa arrumada quando eu chegar, senão parto-te a tromba toda’. O meu pai olhou para mim, não abriu a boca e só encolheu os ombros, com pena. Fiz tudo para estar com o meu pai, não me importava de levar porrada. Não me arrependo de nada, faria tudo de novo, só para estar com ele. Felizmente, tive oportunidade de lhe dizer isto em vida.”**
Coragem e fuga
Sandro explicou ainda como decidiu fugir da situação: “Foi então que decidi: ‘Vou-me embora daqui’. Tinha os meus irmãos ao meu encargo. Tinha uma miúda bebé, com um ano e tal, meti-os a ver os bonecos, dei-lhes o jantar e, depois, dei o biberão à miúda. Adormeci-a e disse: ‘Vou lá baixo e já venho. Não saiam daqui’. Vesti um casaco e pus duas laranjas no bolso. Tinha que fazer 30 quilómetros a pé, porque tinha que ir pedir auxílio a alguém da família da parte da minha mãe. Se pedisse do lado do meu pai, eles iriam entregar-me. Cheguei a casa da minha tia, às duas e tal da manhã e ela disse-me que não me poderia ter ali. Eu disse: ‘Tia, não quero ficar aqui, só quero que amanhã de manhã me meta no expresso e me mande para Ourique’.”
Sobrevivência e resiliência
O concorrente recordou ainda a vida após a fuga: “Tinha 16 anos. Fiquei com os meus avós. Estava sempre a ouvir: ‘Pois, isto de criar os filhos dos outros’. Passei a vida toda a ouvir isto.”
