Tânia Laranjo brinca com ida ao IKEA e reação da filha: “Um labirinto sueco”, nas suas redes sociais.
Tânia Laranjo voltou a recorrer às redes sociais para partilhar uma reflexão bem-humorada sobre um tema aparentemente simples: ir ao IKEA ao fim de semana.
A jornalista transformou a ideia de uma visita à conhecida loja num retrato familiar cheio de ironia, com a filha a reagir como se a proposta fosse uma verdadeira missão de sobrevivência.
A coragem existe, mas a filha não facilita
Na publicação, Tânia Laranjo começou por admitir que, pelo segundo fim de semana consecutivo, ponderou ir ao IKEA.
A jornalista garantiu que coragem não lhe falta, lembrando outras experiências bem mais exigentes do quotidiano.
“Este é o segundo fim de semana seguido em que admito ir ao IKEA. E eu até iria, porque sou corajosa. Já enfrentei repartições públicas, depilações a cera e grupos de mães no WhatsApp. Portanto coragem não me falta.”
Ainda assim, há um obstáculo maior: convencer a filha a acompanhá-la.
“O problema é que tenho uma filha a quem digo ‘anda comigo ao IKEA’ e ela entra imediatamente num estado clínico entre a exaustão emocional e um golpe de Estado.”
“Só para ver umas coisas” nunca é só isso
Depois, Tânia Laranjo descreveu a reação da filha como se tivesse proposto uma aventura extrema.
“A reação dela faz parecer que eu lhe propus atravessar os Pirenéus descalças. ‘Mas porquê?’ ‘Só para ver umas coisas.’”
A partir daí, a jornalista entrou no território mais reconhecível para muitos consumidores: a ideia de que ninguém entra no IKEA apenas para espreitar.
“Claro. Porque toda a gente sabe que ninguém entra no IKEA só para ver. Aquilo é um labirinto sueco onde uma pessoa perde a noção do tempo e acaba a comprar caixas, velas com cheiro a pinho e um ataque de ansiedade.”
A imagem, entre o exagero e a verdade doméstica, dá o tom à publicação.
Móveis, parafusos e ansiedade
Entretanto, Tânia Laranjo recordou que, no primeiro fim de semana, acabou por pagar mais por uma peça já montada.
E, pelo que escreveu, não se arrependeu.
“No primeiro fim de semana acabei a pagar mais caro por uma coisa já montada. E a verdade é que ainda bem. Imaginar-me cercada de tábuas, parafusos e instruções sem palavras dá-me suores frios.”
A jornalista recusou ainda a comparação entre móveis desmontados e brinquedos de construção.
“Chamam-lhe ‘legos para adultos’, mas eu acho ofensivo comparar aquilo a brinquedos. Lego diverte. IKEA testa casamentos, amizades e a estabilidade emocional de uma mulher.”
“Devia ter lido mais livros de rapazes”
Com humor, Tânia Laranjo acabou por levar a reflexão para a própria formação emocional.
Segundo a jornalista, talvez tivesse sido útil estar mais preparada para desafios práticos.
“A verdade é que nunca fui preparada para isto. Devia ter lido mais livros de rapazes. Sobre escuteiros. Sobre sobreviver na floresta. Não histórias de cavalos e adolescentes emocionalmente intensas.”
O gato como exemplo de sabedoria
No final da publicação, a jornalista terminou com uma observação sobre o gato, transformando o animal na figura mais sensata da história.
“O meu gato, esse, continua deitado há seis horas. Sem ambições. Sem móveis. Um génio”
Com esta partilha nas redes sociais, Tânia Laranjo voltou a mostrar o seu registo irónico e quotidiano. Desta vez, bastou uma possível ida ao IKEA para falar de maternidade, consumo, ansiedade e da paz absoluta de quem não precisa de montar móveis.
Veja a publicação AQUI.
