Sexta-feira, Junho 25, 2021

Tony Carreira: “Bebi demais”

Tony Carreira: "Bebi demais"
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Tony Carreira: “Bebi demais”, disse em entrevista a Manuel Luís Goucha.

Numa conversa intensa e profunda, Tony Carreira respondeu a tudo o que lhe foi perguntado.

Goucha agradeceu a Tony a entrevista, com o cantor a retribuir o agradecimento e a dizer que “nós rimos muitas vezes e quem diria que hoje haveria uma relação como há entre nós, porque o inicio não foi.. já falámos sobre isso”, acrescentando que “se alguém me apoiou muito neste deserto foste tu, outras pessoas também, mas tu foste muito especial”.

A vida tem sentido depois da perda de uma filha?”, questionou Manuel Luís Goucha.

Não, claramente que não, e eu estou a tentar encontrar um sentido… mas… é muito complicado responder a essa pergunta, porque é evidente que tenho mais dois filhos… Eles percebem porque sabem que é a dor que está a falar”, respondeu Tony Carreira.

E tens te a ti…“, disse Goucha.

Eu já não conto“, respondeu o cantor.

Quando a minha filha partiu, foi de uma violência extrema… morri por dentro, ainda estou a tentar encontrar alguma vida cá dentro e não tenho problema em dizer que bebi mais do que devia, andei ali uns tempos… Eu parecia um zombie… depois veio alguma violência, fui injusto com pessoas que não mereciam”, explicou Tony Carreira.

Neste momento estou à procura de alguma fé que me resta… e eu que não acreditava na vida depois da morte, hoje tento-me a agarrar nessa esperança”, disse.

Como é que foste abraçando as emoções?”, perguntou Goucha.

A revolta acho que já foi, porque não me leva a lado nenhum, não vai mudar nada. Há duas certezas que eu tenho. Uma delas é que não volto a ver mais a minha filha. A outra é que nunca mais serei o mesmo”, disse o artista.

Sobre o seu percurso disse que “gostava que não fosse longo (…) nunca tive nenhuma vontade de ser assim um idoso (…) nunca tive essa cena de festejar os meus 100 anos (…) se lá chegar será um grande castigo

Gostava que se fosse possível ir para o outro lado já não muito idoso”, acrescenta ainda e refere: “Se eu acreditava em Deus, por tudo o que acontecer perante a minha vida de 57 anos, os 10 primeiros andamos às cegas, mas os restantes vi bem… tenho muitas dúvidas, mas hoje não quero questionar”, acrescentou.

De Sara, sente falta de “tudo, a Sara era luz, era alegria, era… [silêncio] a minha princesa, nunca vi a Sara a falar mal de ninguém, a não querer ajudar alguém. A Sara foi muito o equilibro da minha separação por exemplo. A Sara era um ser especial e quem a conheceu sabe disso”, disse.

Redacçãohttp://www.infocul.pt
Redacção oficial do site infocul.pt

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