Tony Carreira: “O meu sonho era ser um grande artista, mas quando comecei a levar os nãos, baixei a fasquia”, referiu.

Tony Carreira foi entrevistado por Manuel Luís Goucha, para o programa da TVI, “Conta-me”.
“O que te salva?“, questionou Manuel Luís Goucha.
“A energia das pessoas. A tragédia foi muito grande. Resta-me os meus cães, filhos e netos e o meu público, são o mais importante. Se tiver dois ou três dias bastante em baixo e depois tiver um concerto, volto logo a mim. Eu sinto quando canto que as pessoas estão ali para mim“, respondeu Tony Carreira.
“Elas amparam-me. Tenho essa sorte. O meu sonho era ser um grande artista, mas quando comecei a levar os nãos, baixei a fasquia. Bastava cantar e viver da música. Orgulho-me do meu estúdio. Quando entro aqui, lá vem o menino. Temos muito equipamento de espetáculo, isto da-me vida. Porque preciso de ter projetos para ter um motivo para me levantar e tudo isso está interligado com os concertos“, acrescentou.
“O ‘puto’ que vive em ti deslumbra se com quê?“, questionou Goucha.
“Com este tipo de coisas. Há coisas que já não faço. Não gosto de sair à noite, por exemplo. Tento gerir o meu tempo pelo trabalho. Gosto de adormecer no sofá“, explicou Tony Carreira.
Sobre a Associação Sara Carreira, disse: “Está a dar alegrias. Sim, a equipa está a aumentar e estamos a fazer um grande trabalho e está a crescer. Hoje temos 40 crianças, se daqui a dez anos, dez dessas crianças forem grandes profissionais, já valeu a pena“.



