Sensivelmente Idiota apela à responsabilidade das pessoas e afirma que “estamos todos fartos do covid até ao fundo do cu. Eu sei. Fartos, fartos, fartos.”

O Humorista Diogo Faro, conhecido como Sensivelmente Idiota, escreveu um texto nas redes sociais a apelar a um comportamento das pessoas, nesta fase em que combatemos uma pandemia.

Estamos todos fartos. Fartos de não poder abraçar e beijar, de jantar em grupos grandes e sair à noite até ser dia, de trabalhar em condições normais e de adiar projectos indefinidamente, fartos até de ter medo de infectar alguém, ou até mesmo de apanhar esta merda e ir desta para pior“, começou por escrever.

É normal que estejamos fartos. E claro que estamos fartos de usar máscara. Ou acham que há alguém que esteja mesmo feliz e a dizer “ai, eu AMO esta pandemia, porque adoro estar sempre com isto na tromba a sentir o meu próprio bafo, principalmente quando arroto”. À partida, ninguém está assim. Mas isto não é sobre cada um de nós, é sobre a saúde e a economia de todos“, acrescentou.

Quantos restaurantes, lojas e outras pequenas empresas é que estão a fazer um esforço enorme para sobreviver, enquanto cumprem todas as regras de distanciamento e higiene? Quantos artistas, produtores e técnicos é que não estão igualmente a cumprir todas as regras, enquanto têm o coração nas mãos com medo que voltem a fechar a cultura e fiquem realmente aflitos para subsistir, para pagar contas e para comer? Custa assim tanto usar máscara mesmo ao ar livre, se estiverem em sítios com aglomerados de gente? Têm mesmo que se juntar MILHARES de pessoas sem distanciamento, muitas delas sem máscara, para ir ver ondas? Precisam mesmo de continuar a espalhar desinformação nas redes sociais sobre máscaras, vacinas e mais não sei quê? Isto não é sobre cada um, é sobre todos. Se não tens medo de apanhar covid ou de ficar sem sustento, é impossível que te custe assim tanto perceber que há milhões de pessoas para quem isso são grandes preocupações“, detalhou.

Estamos todos fartos do covid até ao fundo do cu. Eu sei. Fartos, fartos, fartos. Mas não pode custar assim termos o mínimo de empatia e de consciência cívica para que isto não piore ainda mais, para que possamos continuar a conviver em grupos pequenos, a ir restaurantes e espectáculos, para que tenhamos uma vida mais ou menos parecida com o normal durantes mais uns meses para que tenhamos uma vida mais ou menos parecida com o normal durantes mais uns meses, em vez de voltarmos todos para a depressão que é estar fechados em casa.

Vá lá, não pode custar assim tanto”, rematou.

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