Zé Amaro em entrevista intimista: “No dia em que ele faleceu fui o primeiro a chegar a casa”

Zé Amaro em entrevista intimista: “No dia em que ele faleceu fui o primeiro a chegar a casa”, disse sobre a morte do pai.

Zé Amaro em entrevista intimista: "No dia em que ele faleceu fui o primeiro a chegar a casa"

Zé Amaro foi entrevistado por Daniel Oliveira, no Alta Definição, na SIC.

Os meus pais deram-me tudo, mas essa estabilidade financeira não, não podiam. [Faltava dinheiro] para tudo, tive necessidades de algumas coisas, nunca comia iogurtes, por exemplo“, começou por dizer, sobre a infância com dificuldades financeiras.

O meu pai tinha um olhar sempre terno. Bastava um olhar, um chegar a casa que nos dava uma paz incrível“, disse.

Zé Amaro recordou ainda que tinha apenas um brinquedo que “guarda religiosamente” – um carrinho de chapa oferecido pelos sindicatos dos seus pais.

Andou sempre descalço, até aos oito anos, excepto quando ia para a escola em que tinha um par de botas: “Não dava para mais“.

Falou sobre a morte do pai: “No dia em que ele faleceu fui o primeiro a chegar a casa. A minha tia ligou-me a gritar e quando cheguei lá, ele estava a falecer naquele momento. Senti que ele ficou em paz, ficou bem por sentir que estava lá alguém (…) sentia que era muito amado por ele“.

Peguei-lhe na mão e ele faleceu. A minha família sabe que eu cheguei e fiz tudo sozinho. Eu vesti o meu pai (…) é algo que me marca para a vida toda“, acrescentou, explicando ainda que teve um excelente pai.

Logo de seguida, perdeu o melhor amigo: “Foi uma pancada muito grande, aquelas duas coisas… Por vezes ia à minha terra e ia ao cemitério para estar com eles. Foi muito difícil essas duas perdas para mim. Andei muito stressado, muito deprimido“.

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